Mieloma múltiplo: tratamentos permitem conviver melhor com a doença


Novas drogas permitem uma sobrevida com qualidade


O mieloma múltiplo é um tipo de câncer de medula (tecido esponjoso presente no centro da maioria dos ossos do esqueleto humano) que se caracteriza pela presença de múltiplas lesões nos ossos e/ou a proliferação de células plasmáticas na medula óssea. Se tratado de maneira adequada e a tempo, pessoas que convivem com a doença podem ter uma maior e melhor sobrevida.

Segundo a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, o mieloma múltiplo é atualmente a segunda doença oncohematológica em incidência no mundo. A Fundação Internacional do Mieloma estima que haja mais de 700 mil novos casos/ ano. No Brasil não há estatísticas exatas, mas calcula-se que surjam 12 mil novos casos/ano, sendo que  80% dos pacientes têm mais de 60 anos de idade.

No mieloma múltiplo – assim chamado porque múltiplas áreas da medula são afetadas - há um crescimento descontrolado das células plasmáticas que fazem parte do sistema imunológico. Em pessoas normais, as células plasmáticas correspondem a menos de 5% das células da medula óssea. Já em pessoas com mieloma, esse número varia entre 10% e 90%. O aumento no número destas células leva a um acúmulo na medula óssea ou em outras regiões, como os ossos. Esses acúmulos de células plasmáticas recebem o nome de plasmocitomas, e a sua presença são um sinal de que há um grande risco de se desenvolver, um dia, o mieloma múltiplo.

Na primeira fase, o mieloma muitas vezes não apresenta sintomas. Mas, a medida que a doença progride, os sintomas aparecem: dores nos ossos, anemia, infecções, problemas nos rins, alterações no sangue e na urina e fraturas.

O diagnóstico do mieloma é feito pela análise de uma amostra de medula óssea com células plasmáticas; raio-X de todo o esqueleto; análise de amostras de sangue ou urina com a presença elevada de anticorpos ou proteínas e biópsia cirúrgica. Há pacientes que apresentam níveis  elevados de proteínas no sangue ou na urina, sem demonstrar qualquer outro sintoma.
Uma vez confirmado o diagnóstico, cabe ao médico avaliar o estágio da doença, verificando a quantidade indicada pela porcentagem de células plasmáticas na medula óssea, a quantidade e o grau de gravidade das lesões ósseas e a quantidade de proteínas no sangue e na urina. Isto determinará o melhor tratamento a seguir.

Os tratamentos têm como objetivo fazer com a pessoa com mieloma múltiplo se sinta melhor e tenha uma vida com mais qualidade. Entre os tratamentos disponíveis estão a quimioterapia, a radioterapia, o transplante de medula óssea e de células tronco periféricas (TCTP). Soma-se o uso de medicamentos cada vez mais modernos, com menos efeitos colaterais, que ajudam a controlar a destruição do osso, as dores e infecções.

Apesar de ainda não existir uma cura definitiva, as novas drogas permitem considerar o mieloma hoje como uma doença crônica. Segundo a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, a combinação entre várias drogas tem se mostrado uma das melhores formas de enfrentar a doença.

Por: AgComunicado