Menopausa e depressão


Estresse, queda na taxa de estrógeno e mudanças físicas estão entre os fatores que influenciam o surgimento da depressão nessa fase

A partir dos 40 anos, a mulher inicia uma série de transformações físicas, hormonais e emocionais. É a entrada no climatério, fase biológica na vida da mulher que, segundo definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), compreende a transição entre o período reprodutivo para o não-reprodutivo. E a menopausa corresponde à última menstruação, que acontece por volta dos 48 ou 50 anos.

Nesta fase muitas mulheres sofrem um desequilíbrio na produção de hormônios como o estrogênio, com picos de alta e baixa produção. Entre as consequências para o organismo da mulher estão a atrofia e lubrificação vaginal, problemas de memória, queda na libido, problemas urinários, além do aumento de risco para doenças cardiovasculares e a osteoporose.
 
No cérebro, estes hormônios facilitam a conversão de substâncias neurotransmissoras como a acetilcolina e serotonina, essenciais para a manutenção do bem estar e a boa memória. No sistema nervoso central, ajudam a regular  a temperatura do corpo e a pressão sanguínea, evitando-se as ondas de calor, tão características da menopausa.

Quando a irritabilidade, o nervosismo, a melancolia, a depressão e a ansiedade se instalam como consequência do desequilíbrio hormonal desta fase, é preciso prestar atenção a esses sintomas e não ignorá-los. Mulheres que já carregam uma certa predisposição genética para a depressão, por exemplo, estão mais sujeitas a tais sintomas.

A medicina moderna recorre ao uso de medicamentos que são referência no tratamento da depressão e ansiedade: alguns antidepressivos ajudam a aumentar os níveis de serotonina no cérebro. Já os ansiolíticos melhoram o estado de ansiedade e melhoram o sono, porém podem causar dependência. O uso da terapia de reposição hormonal (TRH) já foi muito utilizada para o tratamento dos sintomas da menopausa. Há controvérsias entre a classe médica quanto ao uso desta terapia, que poderia ser um facilitador para o câncer de mama e endométrio.

Mudanças nos hábitos de vida são também importantes. Uma dieta adequada e a prática de exercícios físicos e técnicas de relaxamento com certeza ajudam a passar por essa fase com menos estresse.

Por: AgComunicado