Meningite: para prevenir, é preciso estar com as vacinas em dia


Não há época específica para a manifestação desta doença que, na forma mais grave, exige internação e tratamento com medicamentos especiais

É assim que ela se manifesta: através de surtos e epidemias. No início do mês de setembro, um surto aconteceu no badalado Complexo Hoteleiro do Sauípe, no litoral norte da Bahia, e, até o fechamento desta matéria em 28/09, outros casos haviam sido identificados em Brasília e na Bahia. A meningite é uma doença classificada como endêmica, ou seja, pode ocorrer em qualquer época do ano. No inverno, são mais comuns as de origem bacteriana; no verão, as assépticas ou virais. Daí a importância de se estar com as vacinas em dia e prestar atenção aos sintomas desde o seu aparecimento.  

A meningite é uma doença grave, causada na maioria dos casos por bactérias e vírus, mas também em menor escala por parasitas e fungos. Qualquer pessoa, não importa a idade, pode contrair meningite. A doença se caracteriza pela inflamação das meninges, membranas que envolvem e protegem o encéfalo e a medula espinhal.

Os sintomas variam conforme o agente causador:

Meningites virais - os sintomas são muito parecidos aos das gripes e resfriados: febre, dor de cabeça, porém com rigidez na nuca, falta de apetite e irritabilidade. Uma vez que os exames confirmam o diagnóstico de meningite viral, recomenda-se esperar que a doença se resolva sozinha, como acontece com as demais viroses. O atendimento médico é fundamental.

Meningites bacterianas - são graves e devem ser tratadas com urgência. Entre os sintomas, febre alta de início repentino, forte e contínua dor de cabeça, vômitos, náuseas, rigidez na nuca e manchas vermelhas na pele (petéquias). Estes sintomas não se manifestam de forma tão evidente em crianças com idade inferior a um ano, por isso é preciso observar se a moleira está tensa ou elevada. Irritação e choro agudo e persistente, rigidez corporal com ou sem convulsões são outros sinais da doença em bebês. O atendimento médico é imprescindível.

O período de incubação varia de dois a dez dias, e a transmissão acontece de pessoa a pessoa, por via respiratória, por meio de gotículas e secreções do nariz e da garganta. Por isso, quando há surtos ou epidemias, é essencial – como forma de prevenção – evitar locais fechados com aglomerações de pessoas, como metrô, ônibus, shoppings centers, teatros e cinemas.

É através da avaliação clínica e o exame do líquor, líquido que envolve o sistema nervoso, que é feito o diagnóstico. O tratamento precoce, se houver suspeita de meningite bacteriana, antes mesmo da confirmação do diagnóstico, pode salvar a vida do paciente e é essencial para evitar a transmissão. Entre os medicamentos utilizados no tratamento da meningite estão antibióticos específicos, e torna-se necessária a internação hospitalar.

Esta doença pode deixar sequelas graves, como lesões neurológicas - surdez, dificuldade de aprendizagem, comprometimento das funções cerebrais. Quanto mais tarde começar o tratamento, maior a possibilidade destas sequelas se tornarem irreversíveis.

A vacinação é a melhor forma de prevenir a meningite, e algumas estão disponíveis no calendário básico de vacinação infantil. Outras são indicadas apenas quando ocorrem surtos ou para grupos especiais de risco. Neste ano, a vacina conjugada contra a meningite por meningococo C passou a fazer parte do Calendário Básico de Imunização.  

Importante: procure atendimento médico assim que surgirem os primeiros sintomas. Não espere – a prevenção é a palavra de ordem.

Por: AgComunicado