Meninas Obesas Têm Maior Risco de Esclerose Múltipla


Segundo nova pesquisa, meninas que sofrem de obesidade são potencialmente propensas a desenvolverem esclerose múltipla.

Meninas obesas têm maior risco de esclerose múltipla

Embora seja uma condição rara, a esclerose múltipla parece ser mais comum entre as meninas com sobrepeso e obesas, onde as meninas extremamente obesas têm quase quatro vezes o risco de desenvolver a doença neurológica, ou seu precursor isolado clinicamente, a síndrome (CIS). Esta foi a conclusão de um novo estudo, cujo desejo dos autores é que os pais que consultarem o médico devem ser informados que suas crianças obesas podem desenvolver sintomas como dormência e formigamento e que estes são sinais da esclerose múltipla. A obesidade também é um fator de risco de várias doenças, como a diabetes, doença que não tem tratamento mas que pode ser controlada com medicamentos como Victoza.
 

Esclerose múltipla
 

A esclerose múltipla é uma doença do sistema nervoso central que danifica as fibras nervosas do cérebro e da medula espinhal, tornando difícil para a transmissão de vários sinais para o corpo, tais como sinais para o controle muscular, para o toque e para a visão, o que dificulta um sem número de atividades, como viajar por exemplo. A esclerose múltipla tem sintomas variados, imprevisíveis, e eles afetam cada pessoa de forma diferente. Sintomas comuns incluem visão turva, dormência e formigamento, fraqueza muscular, tensão e problemas com o equilíbrio e com a mobilidade.
 

A síndrome clinicamente isolada (CIS) é um termo que descreve um primeiro episódio clínico (pelo menos 24 horas de duração) com características sugestivas de esclerose múltipla. Embora pacientes geralmente se recuperem deste episódio, é frequentemente que ele seja o primeiro sinal de esclerose múltipla.
 

Enquanto não há atualmente nenhuma cura para a esclerose múltipla, muitos pesquisadores acreditam que é apenas uma questão de tempo antes que uma seja encontrada, especialmente os meios pelos quais podemos descobrir mais sobre a doença e os mecanismos biológicos subjacentes.
 
Henrique Torres