Melanoma metastático: medicamento aumenta a chance de sobrevida


No entanto, uso se restringe ao ambiente hospitalar, com acompanhamento médico e exames laboratoriais

Uma esperança de tratamento para quem vive com melanoma metastático, uma das formas mais agressivas de câncer de pele. Trata-se da Interleucina-2, medicamento introduzido no País há 13 anos, e que vem sendo utilizado com êxito no tratamento do melanoma com metástases cutâneas, na maioria, alcançando resultados positivos em até 50% dos casos. As opções de tratamento incluíam somente quimioterapia, imunoterapia e ambas (bioquimioterapia), sem levar a grandes mudanças na sobrevida desses pacientes.

O número de pessoas com melanoma cutâneo tem aumentado em comparação a outros tipos de câncer, e é responsável por quase 65% das mortes provocadas pelo câncer de pele. O melanoma cutâneo metastático está relacionado ao prognóstico mais desfavorável ao paciente, com sobrevida média de oito a nove meses. A doença pode se infiltrar no sistema nervoso central (SNC), tipo de tumor metastático mais comum, depois de pulmão e mama.

O medicamento, conhecido pelo nome comercial de Proleukin, deve ser aplicado e manipulado apenas em centros oncológicos com capacidade para tal. Isso porque o tratamento exige o uso de altas doses da droga. A bula descreve uma série de reações que podem acontecer como conseqüência do uso da Interleucina-2 - por isso, o paciente precisa ter acompanhamento médico especializado. Alguns planos de saúde cobrem o tratamento, porém, ainda não foi incorporado pelo SUS.

Em países como Estados Unidos, 70 mil pessoas por ano desenvolvem a doença; na Austrália, um em cada 30 brancos caucasianos apresentam melanoma e, no Brasil, a estimativa é de 6 mil casos por ano. As principais causas estão relacionadas à ausência da camada de ozônio em algumas regiões e os raios ultravioleta atingem diretamente a pele das pessoas.

Mas o que é melanoma cutâneo? Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) este tipo de câncer começa nos melanócitos, as células que produzem a melanina, substância que determina a cor da pele. Aparece com maior freqüência em pessoas adultas brancas. Embora só represente 4% dos tipos de câncer de pele, é a forma mais grave e agressiva, sendo grande a possibilidade de metástase, ou seja, quando o câncer se espalha para outros órgãos do corpo.  

Ainda conforme o Inca, é alto o grau de letalidade deste tipo de câncer de pele, porém sua incidência é baixa se comparado a outros tipos de tumores de pele. E, como todo tipo de câncer, se detectado no estágio inicial, é enorme a possibilidade de cura. Nos países desenvolvidos, a sobrevida média estimada em cinco anos é de 73%, e nos países em desenvolvimento, 56%.

Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença, estão:
• Grande sensibilidade e exposição exagerada ao sol;
• Pele muito clara;
• Manifestação de outros tipos de câncer de pele;
• Herança genética;
• Idade - depois dos 15 anos, aumenta a propensão para este tipo de câncer;
• Presença de doença hereditária: Xeroderma pigmentoso, caracterizada pela intolerância total da pele ao sol;
• Presença de lesões escuras ou pigmentadas na pele (nevo displásico).

Tal como os demais tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido através de medidas simples como: evitar a exposição ao sol entre 10h00 e 16h00, usar chapéu ou boné, óculos escuros, guarda sol e filtros solares. Estas atitudes devem ser adotadas o ano todo, inclusive nos dias nublados.


Por: AgComunicado