Medicamento do coração pode diminuir alguns sintomas de autismo


Uma pesquisa mostra que a bumetanida pode diminuir sintomas de autismo.

Medicamento do coração pode diminuir alguns sintomas de autismo


Um medicamento normalmente prescrito para controlar a alta pressão de sangue pode aliviar alguns dos sintomas do autismo, dizem pesquisadores. Isso é especialmente possível para aquelas pessoas que têm formas mais leves e moderadas da doença, indica a nova pesquisa. "A bumetanida é um agente terapêutico promissor no tratamento do autismo" escreveu os autores do estudo, que foram rápidos em apontar que este tratamento não é uma cura para o autismo e que ensaios maiores precisam ser feitos para determinar quem seria o paciente mais beneficiado com este tratamento.
 

O autismo é um transtorno do desenvolvimento que resulta em problemas de comunicação, dificuldades sociais, comportamentos repetitivos e interesses restritos, de acordo com a informação de fundo no estudo. A causa exata da doença ainda não é conhecida, embora se acredite que os fatores genéticos e ambientais desempenham um papel fundamental. Os cientistas também estudaram neurotransmissores, suspeitando-se que esses mensageiros químicos no cérebro não podem estar trabalhando como deveriam trabalhar em pessoas com autismo. Ácido gama - aminobutírico (GABA) - é um desses neurotransmissores, e a medicação bumetanida parece ser capaz de alterar a função do GABA, pelo menos em animais, de acordo com os pesquisadores.


Neste último estudo os pesquisadores deram para as 60 crianças que tinham sido diagnosticadas com autismo ou síndrome de Asperger a quantidade de um miligrama de bumetanida ou um comprimido placebo inativo por dia. Todas as crianças tinham entre 3 e 11 anos, e o período de estudo durou três meses. A gravidade do autismo foi determinada por avaliações e comparações de vídeos feitos no primeiro dia do estudo e o nonagésimo dia do estudo, por pesquisadores que não sabiam quais as crianças que haviam recebido o tratamento ativo e as crianças que tinham sido tratadas com um comprimido de placebo.
 
Henrique Torres