Medicamento diclofenaco é vinculado a ataques cardíacos e derrames!


Um analgésico comum, o diclofenaco, aumenta o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral em pacientes com graves problemas cardíacos subjacentes!

 
Um analgésico comum, o diclofenaco, aumenta o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral em pacientes com graves problemas cardíacos subjacentes, alertou o MHRA - Medicamentos do Reino Unido e Produtos de Saúde Agency. O MHRA especifica que os pacientes com problemas circulatórios, doenças do coração, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral ou um ataque cardíaco anterior devem parar de utilizar o diclofenaco. O diclofenaco é conhecido sobre vários nomes comerciais, incluindo Diclomax, Defenac, Diclofex, Dyloject, Econac, Enstar, Flamrase, Flamatak, Motifene, Rheumatac, Rhumalgan, Volsaid e Voltarol.
 
 
Diclofenaco é um fármaco anti-inflamatório não esteroide – AINE - e é utilizado para o tratamento de condições como dor, incluindo a dor dentária, enxaqueca, gota, entorses e distensões, artrite, e dor após procedimentos cirúrgicos. Diclofenaco alivia a dor e reduz a inflamação. Diclofenaco, naproxeno e ibuprofeno são os medicamentos anti-inflamatórios mais utilizados no Reino Unido. O MHRA diz que seu aviso segue uma revisão Européia sobre o Diclofenaco que identificou um ligeiro aumento no risco de derrame e ataque cardíaco.
 
 
A Vice-Diretora de Vigilância da MHRA e Gestão de Risco da Divisão de Medicamentos, Dra. Sarah Branch, disse: "Embora este seja um risco conhecido e avisos foram incluídos para o paciente há algum tempo, este conselho está sendo atualizado. Para muitos pacientes o diclofenaco continuará a proporcionar alívio da dor seguro e eficaz, mas não é mais adequado para determinado grupo em risco”.
 
 
“Aqueles com doenças cardíacas subjacentes que tomam diclofenaco devem falar com seu médico ou farmacêutico na sua próxima visita de rotina ao considerar um tratamento alternativo de alívio para a dor. Pacientes com certos fatores de risco cardiovasculares tais como pressão arterial elevada, colesterol elevado, diabetes e tabagismo devem usar apenas diclofenaco após cuidadosa consideração com o seu médico ou farmacêutico”, conclui a Dra. Sara Branch.
 
 
O MHRA acrescentou que o novo conselho se aplica as formulações sistémicas, incluindo cápsulas, comprimidos, supositórios e injeção. Ela não se aplica às formulações tópicas de diclofenaco (géis ou cremes). O novo conselho do MHRA para médicos sobre o diclofenaco é para pacientes com diagnóstico de:
 
 
- Doença cerebrovascular;
 
- Insuficiência cardíaca congestiva;
 
- Doença isquêmica do coração;
 
- Doença arterial periférica.
 
 
Na sua próxima consulta de rotina, aos pacientes com estas condições devem ser oferecidos tratamentos alternativos. "O tratamento com Diclofenaco só deve ser iniciado após uma avaliação cuidadosa para pacientes com fatores de risco para eventos cardiovasculares", incluindo pressão arterial alta (hipertensão), diabetes mellitus, tabagismo, e hiperlipidemia.
Henrique Torres