Medicamento contra rejeição de órgãos será produzido pela indústria farmacêutica brasileira


Fiocruz fornecerá ao SUS nove milhões de comprimidos do remédio

Um medicamento essencial para as pessoas que passam por transplantes vai começar a ser fabricado no Brasil. A paciente Janete Oliveira recebeu um rim há oito meses e diz que não poderia viver sem os remédios contra a rejeição do transplante. Ela afirma: “A caixa vem muitas drágeas, só que acaba logo, porque às vezes você toma quatro, você toma seis. Seria impossível realmente todos os renais, transplantados, viverem sem esses dois tipos de remédios anti-rejeição”. 

Boa notícia – A produção nacional do medicamento será possível por conta da assinatura de um convênio com o laboratório internacional que possui a patente de um remédio que combate a rejeição a transplantes, principalmente de rins. O acordo irá permitir que o governo aumente a oferta do medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS) e, ao mesmo tempo, reduza o custo da fabricação. 

Já em 2011, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fornecerá aos Sistema Único de Saúde (SUS) nove milhões de comprimidos do remédio. A partir de 2012, a fundação terá capacidade para produzir 20 milhões de doses a cada ano. Cada comprimido produzido no Brasil custará um quarto do pago pelo medicamento importado atualmente. 

Segundo o Presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, “ao disponibilizar isso de uma maneira mais acessível, ela permite também que os médicos possam fazer as suas escolhas terapêuticas com mais liberdade, com mais conforto”. 

Esse é o terceiro acordo do tipo feito pela Fiocruz, que já firmou parcerias com a brasileira Libbs e a indiana Lupin. Segundo a fundação, em 2010, o país gastou R$ 15 milhões na compra do medicamento. A intenção é diminuir o preço do comprimido, mas o gasto total deve aumentar com o crescimento da produção.

 

Autor:  Agência Comunicado

Fonte:  Jornal Nacional