Linfoma não–Hodgkin: aumento exacerbado dos gânglios pode ser sintoma da doença


Como a maioria dos cânceres, se detectado na fase inicial é grande a chance de recuperação

O assunto volta à mídia, infelizmente, por ter vitimado mais uma pessoa famosa, o ator Reynaldo Gianecchini, que recebeu o diagnóstico de Linfoma não-Hodgking na semana passada. Dados da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH) indicam que a incidência da doença tem aumentado 3% ao ano. Como todo tipo de câncer, se detectado na fase inicial, é grande a chance de cura.

Todas as pessoas possuem linfonodos (ou gânglios), que costumam aumentar como resposta a uma infecção (dor de garganta, gripe, etc), pois são eles os responsáveis em defender o organismo. Não necessariamente são sinônimo de câncer. O médico pode, em um exame de rotina, encontrar linfonodos com tamanho aumentado e suspeitar da existência de um linfoma, ou câncer nos gânglios, o que será confirmado através de vários exames, como biópsia (retirada de uma porção de tecido para análise em laboratório) e exames de imagem (radiografia, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética e cintigrafia com gálio).

Os linfomas são classificados em duas categorias:

Hodgkin, que pode surgir em qualquer parte do corpo e o sintoma inicial mais comum é um aumento indolor dos linfonodos (ou ínguas); ou
Não-Hodgkin, que ocorre com maior incidência em jovens do sexo masculino, e pode se manifestar no estômago, pele, boca, intestino delgado e sistema nervoso central. Hoje são conhecidos mais de 20 tipos diferentes deste linfoma.

Segundo o INCA, o número de pessoas com linfoma não-hodgkin praticamente duplicou nos últimos 25 anos, afetando principalmente pessoas com mais de 60 anos.

Pessoas com o sistema imunológico afetado por conta de doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras (transplantados) ou infecção pelo HIV, têm maior risco de desenvolver linfomas. Entre outros fatores de risco estão a exposição química a pesticidas, solventes, fertilizantes, herbicidas e inseticidas, além da exposição a altas doses de radiação.

Preste atenção se observar um aumento dos linfonodos do pescoço, axilas e/ou virilha. Sudorese noturna excessiva, febre, coceira e perda de peso repentina e sem explicações podem ser alguns dos sintomas.

Grande parte dos linfomas são tratados com quimioterapia, radioterapia ou ambos. A imunoterapia, que inclui o uso dos anticorpos monoclonais e citoquinas, isoladamente ou associados à quimioterapia tem sido um tratamento muito eficaz.

Por: AgComunicado