Leishmaniose é uma das seis maiores doenças infecciosas da atualidade


Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) alertam que mais de dois milhões de pessoas na África, Ásia e América Latina são infectadas todos os anos

A leishmaniose é uma doença infecciosa, mas não passa de uma pessoa para outra. É transmitida pela picada de mosquitos infectados por parasitas do gênero Leishmania.
Esses mosquitos amarelados ou acinzentados, com dois a três milímetros de comprimento, são tão pequenos que podem atravessar telas e mosquiteiros. Mosquito palha ou palhinha, tatuquira, birigui, cangalinha, asa branca ou asa dura: os nomes variam segundo a região do país, mas todos são transmissores da doença.

Além dos mosquitos, fontes de infecção das leishmanioses são, principalmente, os animais silvestres (como ratos, tamanduás, preguiças e raposas) e os domésticos (como cães e gatos).

Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea, que representa mais de 76% dos casos, e se caracteriza pelo surgimento de feridas na pele; e a leishmaniose visceral ou calazar, que ataca órgãos internos como o fígado, o baço e a medula óssea e se desenvolve, principalmente, em crianças até dez anos. O período de incubação da doença varia muito: em média, são de dois a três meses, mas também pode ser de duas semanas a dois anos.

Entre os sintomas da leishmaniose visceral estão: febre irregular e prolongada, anemia, indisposição, palidez, falta de apetite e inchaço do abdômen. Na leishmaniose cutânea, duas a três semanas após a picada do mosquito, aparece uma pequena pápula (elevação da pele) avermelhada que cresce e forma uma ferida recoberta por uma crosta ou secreção com pus. Causa deformidades na pele e podem surgir lesões nas mucosas do nariz e da boca.

Para se prevenir contra a doença, o ideal é não viver em áreas muito próximas à mata, assim como evitar banhos de rio. O uso de repelentes é uma forma de se proteger, assim como usar mosquiteiros nas camas e telas protetoras em portas e janelas. Animais domésticos também devem ser avaliados por médicos veterinários.

A doença é diagnosticada por meio de exames clínicos e laboratoriais. É uma doença séria que pode levar à morte – daí a importância de ser detectada o quanto antes.

A boa notícia é que farmacêuticos pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, desenvolveram uma pomada para tratar as úlceras causadas pela leishmaniose cutânea. A subvenção para a pesquisa veio da FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos, empresa pública vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia. O medicamento inovador, elaborado com frutos da biodiversidade brasileira, é uma alternativa valiosa ao tratamento atual. E muito bem vindo.

Por: AgComunicado