Lei que Proibiria Refrigerante é Revogada


A lei que iria proibir a venda de bebidas com mais de 473 ml em estabelecimentos de alimentação entraria em vigor hoje.

Lei que Proibiria Refrigerante é Revogada
 
 
Um Tribunal dos Estados Unidos bloqueou uma proibição sobre a venda de refrigerantes em restaurantes na cidade de Nova York, um dia antes de a lei entrar em vigor. O Juiz Milton Tingling disse que a medida foi "arbitrária e caprichosa", depois que alguns grupos de indústria processaram a cidade. A lei iria proibir a venda de bebidas com mais de 473 ml em estabelecimentos de serviços de alimentação.
 
 
O prefeito Michael Bloomberg disse que o juiz foi "totalmente errado" e prometeu recorrer da decisão. Ele tem apontado a proibição como uma forma de reduzir a obesidade. A pesquisa sugere que 58% dos adultos em Nova York são obesos ou estão com sobrepeso. A obesidade é um problema de saúde que pode levar a outros, como o diabetes, e pode ser tratado com medicamentos como o Victoza.
 
 
Em sua decisão o juiz Tingling escreveu que brechas na lei "efetivamente derrotaram o objetivo". A associação americana de bebidas, que lidera a luta contra a proibição, saudou a decisão. "A decisão do Tribunal oferece um suspiro de alívio para os nova-iorquinos e milhares de pequenas empresas na cidade de Nova York que iriam ser prejudicadas por esta proibição arbitrária e impopular", disse ele.
 
 
A lei se aplicaria aos lugares que servem alimentação, desde pizzarias, estádios de esportes e salas de cinema, mas não em supermercados ou lojas. A medida foi aprovada em setembro de 2012 pelo Conselho de Saúde a entraria em vigor em 12 de março, com multas de US $200 (£134). O prefeito Bloomberg reagiu à decisão dizendo em uma entrevista coletiva: "pensamos que o juiz está totalmente errado na forma como ele interpretou a lei e estamos muito confiantes de que vamos ganhar no recurso. Uma das evidencias que vamos usar é que as pessoas morrem todos os dias. Isso não é uma piada. Cinco mil pessoas morrem de obesidade diariamente na América", acrescentou.
 
Henrique Torres