Hormônios podem substituir cirurgias de redução de estômago


Pesquisadores estão desenvolvendo um medicamento a partir de hormônios do próprio organismo, para auxiliar na redução de peso.

 
Um estudo realizado na Grã-Bretanha esta analisando o uso de hormônios, que são os mesmos liberados pelo nosso organismo ao término das refeições, para combater a obesidade e substituir cirurgias de redução de estômago. 
 
Os pesquisadores constataram que esses hormônios liberados pelo próprio organismo, que indicam a sensação de saciedade, são os mesmos liberados em grandes quantidades, em pacientes que realizaram cirurgia bariátrica. Diante disso, os responsáveis pelo estudo, analisam agora, como inserir os efeitos desses hormônios, em pacientes que não podem ou preferem não realizar as cirurgias de redução de estômago. 
 
Por serem desenvolvidos de forma “natural” pelo organismo, os pesquisadores acreditam que o medicamento realizado a partir dos hormônios, não apresenta efeitos colaterais. O medicamento está sendo desenvolvido para que seus efeitos permaneçam por uma semana no corpo e não apenas alguns minutos. 
 
Dessa maneira, pacientes obesos que apresentam dificuldades para emagrecer, receberiam uma dose semanal do medicamento para controlar e inibir seu apetite. No entanto, os especialistas orientam que os pacientes que receberem as doses, devem associar uma dieta saudável e equilibrada, a prática regular de exercícios físicos. 
 
O aumento da obesidade em todo o mundo tem preocupado os especialistas. Um levantamento realizado pela Organização Mundial de Saúde informa que o índice de obesidade infantil global aumentou de 4,2% em 1990 para 6,7% em 2010. Sem contar o aumento nas incidências de doenças cardiovasculares como: hipertensão arterial, altas taxas de colesterol e triglicérides, doenças coronarianas, aterosclerose (que pode ser tratada com o medicamento Sinvastatina), diabetes e alguns tipos de câncer, causadas pela obesidade. 
 
Embora diversos programas de dietas, possibilitem a perda de peso com hábitos alimentares saudáveis e equilibrados, os índices de obesidade permanecem altos. A questão não é tratada apenas, como à conquista de um corpo perfeito e uma boa forma, trata-se da saúde da população que está cada vez mais comprometida. Diversos estudos e pesquisas comprovam que pessoas obesas apresentam maiores riscos de morte, por diversas doenças. Especialistas acreditam que para diminuir os índices de obesidade, é necessário uma conscientização global e uma mudança eficaz no estilo de vida das pessoas.