HIV e gravidez


Segundo a OMS, em 2010, na América Latina, 59% das gestantes com HIV tiveram acesso ao pré-natal para prevenir a transmissão vertical

No mês em que se celebra o Dia Mundial da Luta contra a Aids (1 de dezembro), prevenir a transmissão vertical do vírus HIV (sigla de vírus de imunodeficiência adquirida) é ainda um desafio. O vírus que ataca o sistema imunológico, ou seja, destrói as defesas do organismo, pode ser transmitido pela mãe ao filho ainda durante a gestação.

Tal como toda gestante, a mulher grávida soropositiva também deve adotar uma série de cuidados e precauções para garantir o nascimento de um bebê saudável – o que é perfeitamente possível hoje. Mulheres grávidas com HIV, e que ainda não iniciaram o tratamento através dos medicamentos antirretrovirais, têm 20% de probabilidade de transmitir o vírus ao bebê. Quando, porém, essa mãe já se cuida e aderiu ao tratamento contra o vírus, reduz esse índice para 1%.  

Entre as recomendações médicas para a gestante HIV+ estão: usar os remédios antirretrovirais de forma adequada e recomendada pelo médico; o tipo de parto adotado deverá ser a cesárea;  não amamentar, pois o vírus pode ser transmitido para a criança através do leite materno.

Toda gestante deve fazer o teste logo no início da gravidez para detectar se é portadora ou não do vírus HIV. Os medicamentos durante a gravidez devem ser usados tanto por quem já está fazendo o tratamento como por aquelas que tem o vírus mas ainda não apresentaram sintomas e nem iniciaram o uso dos antirretrovirais. Neste caso, o uso dos remédios contra a AIDS pode ser suspenso ao final da gestação, conforme os resultados obtidos com avaliação médica.

Toda futura mamãe soropositiva deve receber, durante a gestação, acompanhamento e aconselhamento necessários. É um direito garantido por lei. Elas podem e devem ter uma gravidez tranquila, segura e com baixo risco de ter um filho com HIV.

Por: AgComunicado