História da Pedra nos Rins


Veja o avanço dos relatos de pedra nos rins e o avanço do tratamento no decorrer dos séculos.

História da Pedra nos Rins
 
 
A existência de pedras nos rins foi primeiro relatado há milhares de anos, e a litotomia para a remoção de pedras é um dos primeiros procedimentos cirúrgicos conhecidos. Em 1901, uma pedra descoberta na bacia de uma múmia egípcia antiga foi datada de 4.800 aC. Textos médicos da antiga Mesopotâmia, Índia, China, Pérsia, Grécia e Roma todos mencionaram doença calculosa. Parte do juramento de Hipócrates sugere que haviam cirurgiões praticando na Grécia antiga. O tratado médico romano de Medicina por Aulus Cornelius Celsus continha uma descrição de litotomia, e este trabalho serviu de base para este procedimento até o século XVIII.
 
 
Novas técnicas de litotomia começaram a surgir a partida em 1520, mas a operação permaneceu arriscada. Depois Henry Jacob Bigelow popularizou a técnica de litholapaxy em 1878, a taxa de mortalidade caiu de cerca de 24% para 2,4%. No entanto, outras técnicas de tratamento continuaram a produzir um alto nível de mortalidade, especialmente entre os urologistas inexperientes. Em 1980, Dornier MedTech introduziu as ondas de choque extracorpóreas para quebrar as pedras através de impulsos acústicos e esta técnica tem vindo desde então em uso generalizado.
 
 
Pessoas famosas que tiveram pedra nos rins incluem Napoleão I, Napoleão III, Pedro o grande, Louis XIV, George IV, Oliver Cromwell, Lyndon, Benjamin Franklin, Michel de Montaigne, Francis Bacon, Isaac Newton, Samuel Pepys, William Harvey, Herman Boerhaave e Antonio Scarpa.
 
 
Para as pedras sintomáticas, o controle da dor é, geralmente, feito pelo uso de medicamentos antiinflamatórios (como 800 mg de ibuprofeno, 3 vezes por dia) ou opióides.
 
Henrique Torres