Hipertensão: a importância do controle da pressão arterial


Adesão ao tratamento é essencial para tratá-la

Muito se fala sobre pressão alta, mas poucos sabem defini-la. A hipertensão, popularmente conhecida como  pressão alta, é, antes de tudo, uma doença e não tem hora para aparecer: pode se manifestar em crianças, jovens, adultos e idosos, homens e mulheres, independente de etnia ou classe social.

As causas são diversas, mas, na maioria dos casos, é desconhecida. Entre as causas conhecidas estão: problemas renais, das glândulas, como a tireoide, do sistema nervoso, gestação e abuso de alguns medicamentos. A pressão arterial varia durante o dia: quando estamos em repouso, relaxados ou dormindo, a pressão tende a permanecer baixa; já em movimento, exercendo alguma atividade física ou sob estresse e agitação, ela sobe.

É considerada hipertenso quem, ao medir a pressão arterial em repouso, apresenta índices iguais ou superiores a 14 por 9 (140mmHg X 90mmHg). Pessoas com pressão alta podem ter a saúde seriamente comprometida, apresentando risco maior de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto.

A hipertensão arterial é uma doença crônica, silenciosa. Em geral, só provoca sintomas em fase já avançada. São um sinal de alerta: dor de cabeça, no peito, tontura, falta de ar, enjoo, visão turva, zumbido, sangramento pelo nariz, palpitações e desmaios.

O tratamento tem como objetivo manter a pressão estável, entre 12 por 8. Para casos leves de hipertensão, tenta-se primeiro o tratamento não medicamentoso, que inclui: mudanças nos hábitos de vida, prática de  exercícios físicos, redução no consumo de sal e de bebida alcoólica, controle do estresse e perda de peso.  

Quando a pressão tende a manter-se elevada, é preciso então entrar com medicação: são os vasodilatadores que, mais modernos, provocam menos efeitos colaterais. O mais importante, porém, é seguir as recomendações médicas quanto ao uso dos remédios, pois a adesão é imprescindível para controlar os níveis da pressão arterial.  

Mesmo para quem toma medicamentos, mudar os hábitos de vida é essencial. A dieta alimentar deve conter frutas, cereais integrais, laticínios com baixo teor de gordura, e, sobretudo, reduzido consumo de sal. Não fumar é muito importante, pois o cigarro estreita o calibre das artérias, dificultando ainda mais a circulação do sangue. Sair do sedentarismo e praticar atividades físicas ajuda também a controlar a pressão.

Antes de iniciar qualquer atividade, porém, é preciso consultar um cardiologista – ele saberá recomendar o tipo de esporte ou atividade mais adequado para o seu caso.

Por: AgComunicado