Hiperidrose: é possível viver sem ela!


Uso de medicamentos especiais ou cirurgia estão entre os tratamentos possíveis

Não é uma doença grave, mas é muito desconfortável e pode causar situações embaraçosas que levam ao isolamento social e desenvolvimento de hábitos para tentar esconder o problema. Suor em excesso é uma doença, chamada de hiperidrose, e as causas são diversas, como o hipertiroidismo, diabetes, distúrbios psiquiátricos, menopausa ou obesidade. Pode se manifestar nas mãos (hiperidrose palmar), nos pés (hiperidrose plantar) e nas axilas (hiperidrose axilar).

Transpirar é a forma que o organismo encontrou para regular e controlar a temperatura do corpo. Pode aumentar quando a temperatura ambiente sobe, pela prática de exercícios físicos e também de estímulos psíquicos, como o medo e emoções. O sistema nervoso simpático é que estimula a secreção do suor.

O problema surge na infância e se agrava durante a puberdade, melhorando na fase adulta, e pode  persistir ao longo da vida. A hiperidrose pode ser tratada com medicamentos ou através de cirurgia, que consiste em retirar as glândulas sudoríparas nas axilas, para o caso de hiperidrose axilar, ou retirar a cadeia simpática, para o caso da hiperidrose palmar. A introdução de uma nova técnica cirúrgica - a Simpatectomia Torácica por Videotoracoscopia - revolucionou o tratamento desta doença. Considerado um procedimento pouco invasivo e seguro, passou a ser uma excelente – e definitiva -alternativa de tratamento.

Entre os produtos e medicamentos especiais utilizados estão:

• Antiperspirantes e adstringentes
• Talco ou amido de milho natural, aplicado entre os dedos, sob as mamas ou em pregas da pele.
• Banho com sabonete desodorante
• Para quem tem hiperidrose plantar, evite calçar o mesmo par de sapatos por dois dias seguidos. Utilize palmilhas absorventes, mas procure substituí-las com frequência
• Medicamentos antidepressivos e ansiolíticas ajudam a tratar a hiperidrose de fundo emocional e psíquica
• Iontoforese, "biofeedback" e psicoterapia
• O botox, ou injeções locais de toxina botulínica , também podem ajudar a controlar a doença

Por: AgComunicado