Governo acaba de lançar nova campanha contra a malária


Doença está presente em mais de 109 países no mundo e tem tratamento e cura, desde que detectada no início

Para quem vai à região Norte do Brasil a negócios, ou simplesmente passear, é bom prestar atenção. A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada pela picada da fêmea infectada do mosquito (Anopheles), que hospeda o parasita do gênero Plasmodium. Popularmente, esse mosquito recebe diversos nomes, e é conhecido como muriçoca, sovela, mosquito-prego, carapanã ou bicuda. Costuma ser encontrado em igarapés, locais onde há água limpa, sombreada e parada, muito comuns na região amazônica (engloba os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima).

A malária tem cura, mas se não for tratada a tempo, evolui rapidamente para a  forma mais grave e complicada, levando à morte. Dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza, febre alta e calafrios estão entre os sintomas, e podem vir acompanhados por dor abdominal e nas costas, tontura, náuseas e vômitos. Do período de incubação até o surgimento dos primeiros sintomas, podem transcorrer de oito a 17 dias, e em alguns casos e condições especiais, demorar meses. A doença é confirmada através da realização de exames de sangue.  
 
Como não existe, ainda, uma vacina disponível contra a malária, é preciso se proteger, usando roupas claras, camisas com manga longa e calças compridas; colocando telas de proteção nas portas e janelas e, inclusive, no ar condicionado; usando mosquiteiro impregnado com inseticida e repelentes na pele a base de DEET (N-N-dietilmetatoluamida), sempre seguindo as recomendações do fabricante.
 
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 243 milhões de casos de malária são registrados anualmente em todo o mundo, sendo a África, América do Sul e Ásia as regiões mais afetadas. Presente em mais de 109 países e territórios, com estimativa é de 1 milhão de mortes por ano.

O governo brasileiro acaba de lançar a Campanha Mobilização contra a Malária, com a distribuição de 1,1 milhão de mosquiteiros ou cortinados impregnados com inseticida de longa duração em 47 municípios da Amazônia Legal. A boa notícia é que no primeiro semestre  deste ano, os casos de malária registrados nesta região caíram 31%, em relação ao mesmo período do ano passado. Dados do Ministério da Saúde indicaram que entre janeiro e junho deste ano, foram notificados 115.708 casos, contra 168.397 no primeiro semestre de 2010. É nesta região que se concentra 99% dos casos registrados em todo o país.

A campanha objetiva apoiar os municípios no combate e controle da doença, aumentar o número de locais para diagnosticá-la, distribuir mosquiteiros à população e aumentar o envolvimento das comunidades que vivem em regiões de risco, além de incentivar um trabalho em parceria com os países vizinhos.

Por: AgComunicado