Gordura acumulada na cintura pode estar associada a doenças crônicas


Segundo pesquisas realizadas recentemente, o aumento da circunferência abdominal está associado com o maior risco de doenças crônicas.

De acordo com especialistas, o tamanho da circunferência abdominal está associado a problemas no corpo e outros tipos de doenças. Por isso, recomenda-se que a circunferência abdominal nos homens, não ultrapasse de 94 cm e para as mulheres, de 80 cm. Sendo assim, é essencial também, calcular o percentual de gordura de cada pessoa, pois dessa forma, pode-se obter o nível que ela esta inserida, que pode ser abaixo do peso ideal, peso normal, sobrepeso ou obesidade. 
 
Estudos realizados recentemente, publicados pelo Departamento de Nutrição da Usp (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto, propôs uma equação capaz de identificar o percentual de gordura em cada indivíduo. A diferença entre o cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal), que já conhecemos, ao proposto pela Usp, é que o resultado do cálculo permite identificar a qual grupo a pessoa pertence, de modo que se a classificação ficar por volta dos 25 kg/m², pode-se dizer que é o início do sobrepeso. 
 
Calcular o percentual de gordura tornou-se essencial, para saber se o excesso de gordura na cintura, esta associada ou não com o desenvolvimento de doenças crônicas. Tanto é que, um estudo realizado na Europa, esclareceu que, quanto menor a cintura, menor a probabilidade de problemas cardiovasculares.
 
Foram apresentados, riscos relativos de morte por doenças cardiovasculares em homens e mulheres que apresentavam níveis de IMC mais alto. No caso de doenças respiratórias, as mortes estiveram em relação com casos que, apresentavam valores maiores de circunferência abdominal. Essas informações obtidas demonstraram que se houver um aumento na circunferência abdominal, é um fator de risco, independente do valor obtido pelo cálculo do IMC e que esse fator pode aumentar drasticamente, o risco de doenças crônicas. 
 
O excesso de peso e o acúmulo de gordura, não só aumenta a probabilidade de desenvolver problemas do coração, como estimula também ao sedentarismo. A solução é mudar alguns hábitos alimentares e praticar atividades físicas, que faz bem para o corpo e melhora a qualidade de vida.