Fragrâncias e essências podem provocar alergias


Dor de cabeça, enjoo, pele avermelhada e respiração difícil são alguns dos sintomas

Alguém passa por perto e o agradável odor provoca uma série interminável de espirros. Ou, então, após semanas usando o mesmo tipo de maquiagem, começam a aparecer bolinhas e coceira. Tais sinais podem indicar alergia a determinados produtos da indústria da beleza, cosméticos e perfumaria.

O desafio para o alergologista é detectar o tipo de fragrância que leva à alergia, considerando que existem milhares de substâncias diferentes. Além disso, um perfume pode ter em sua composição de 10 a 300 diferentes fragrâncias. Entre as essências, alguns chegam a ter mais de 500 ingredientes.

Como não existe obrigatoriedade de discriminar toda a composição do cosmético ou perfume, o consumidor fica desprotegido. Isso porque os fabricantes utilizam fórmulas secretas na composição destes produtos, protegidas por lei. Assim, eles têm a autorização para escrever no rótulo nada mais que “fragrância”, não sendo obrigatório especificar todos os ingredientes utilizados na elaboração.

Conheça as manifestações alérgicas mais comuns a perfumes e fragrâncias:

- Dermatite ou eczema de contato: a pele logo reclama quando há uma reação alérgica. Entre os sintomas estão irritação ou vermelhidão na pele, coceira intensa e lesões. No caso dos perfumes, as lesões mais comuns aparecem no pescoço, atrás das orelhas, punhos e braços. Já nas fragrâncias, lesões podem surgir nas axilas (desodorantes), por todo o corpo (cremes e loções) ou no rosto (loções após barba ou uso de cremes antirrugas),  entre outras.

- Irritação nas vias respiratórias: olhos avermelhados e lacrimejantes, dor de cabeça, dificuldade para respirar. Pessoas com rinite e/ou asma têm os sintomas piorados.

Além destas manifestações, podem ocorrer enjoo, mal estar e repugnância a todo tipo de odores.

Uma vez que a alergia se manifestou, é preciso consultar um alergologista para detectar o elemento – ou elementos – responsável pela reação alérgica. Proteja-se do sol quando estiver “em crise”. Para evitar futuras novas reações, os médicos recomendam não utilizar desodorantes ou perfumes na praia ou piscina. E não insista em usar o mesmo creme ou perfume se houver irritação.

Por: AgComunicado