O corpo humano funciona como um máquina, e para funcionar adequadamente, é preciso que o conjunto (órgãos, articulações e músculos) estejam em perfeito equilíbrio. O principal agente que move todas essas funções é o sangue, composto por seus glóbulos brancos e vermelhos. Os brancos, também conhecidos como leucócitos, são o exército de defesa do organismo, enquanto os vermelhos (que contém a hemoglobina), são responsáveis pelo transporte de oxigênio para as células. Esse é o chamado processo de produção e liberação de energia do organismo, que para funcionar bem, precisa do mineral ferro.
Com base nessa informação, algumas pessoas acreditam que quanto mais ferro for consumido, mais energia o organismo terá. Porém, neste caso, a lógica é bem diferente. Pessoas que acumulam o ferro em uma quantidade superior à necessária apresentam um distúrbio chamado hemocromatose, caracterizando uma alteração genética que leva o organismo a absorver ferro em quantidade maiores ou não fazer a eliminação adequada.
O excesso desse mineral geralmente provoca uma “ferrugem” nos órgãos, resultando em problemas distintos em cada parte do corpo. Por exemplo: no coração, pode provocar uma insuficiência cardíaca; nas glândulas, atrapalha o funcionamento e causa problemas na produção dos hormônios; no pâncreas, pode causar diabetes, e por aí vai.
No entanto, não são todos os portadores de hemocromatose que desenvolvem problemas mais sérios e agudos. Os sintomas deste distúrbio são bastante diversificados e ainda podem estar presentes outros problemas clínicos. Assim, o diagnóstico é feito através do exame de sangue, no qual são medidos os níveis de ferritina (a proteína que armazena e libera o ferro de forma equilibrada) e a saturação do ferro. Não é um exame complicado; pelo contrário, pode ser incluído em qualquer check-up.
Portadores da hemocromatose devem evitar o consumo de peixes e ostras crus, pois ambos contém um microrganismo chamado víbrio, que pode causar uma intoxicação grave.
Por: AgComunicado
www.agcomunicado.com.br