Exames como papanicolau e colposcopia são essenciais na prevenção do câncer de colo de útero


Prevenção garante quase a totalidade da possibilidade de cura

O Programa de Prevenção ao Câncer de Mama e de Colo de Útero, lançado nesta terça-feira pela presidente Dilma Rousseff, tem como um de seus principais objetivos garantir a realização dos exames preventivos de câncer de colo de útero para todas as mulheres brasileiras. O câncer de colo de útero é um dos mais comuns no Brasil, com incidência de 20 a 30 casos em 100 mil mulheres. Já nos países desenvolvidos essa incidência é bem menor, exatamente por conta de um maior cuidado preventivo.  

 
A prevenção do câncer de colo de útero garante quase a totalidade da possibilidade de cura e é feita por meio de exames como o Papanicolau, no qual se faz a raspagem do colo do útero para análise em laboratório das células colhidas, e também pela colposcopia, no qual o médico visualiza o colo por meio de um aparelho. Os exames precisam ser efetuados todos os anos para se conseguir a prevenção. Portanto, o ideal é fazê-los uma vez ao ano a partir do início das atividades sexuais. 
 
O cuidado nas relações sexuais é fundamental, já que 99% dos casos de câncer de colo de útero estão relacionados ao papilomavírus humano (HPV). Ele é a principal causa deste câncer. Existem mais de 200 tipos de HPV, dos quais vários são de risco. Os exames preventivos permitem que a doença seja diagnosticada na fase inicial, facilitando o tratamento e a cura. Eles são importantes pois quando há sintomas da doença, ela já está em um estágio avançado e o risco é bem maior.

 
Vacina contra HPV – Em 2006, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a comercialização de vacinas conta o HPV. O custo, porém, ainda é alto. Sua eficácia na imunização contra os tipos de HPV de risco mais comuns é muito boa mas ainda são poucas as pacientes que se imunizam, por conta do preço. Ela é administrada em três doses, é de longa duração e pode ser bi ou quadrivalente, isto é, proteger contra dois ou quatro tipos de vírus. Elas só existem na rede privada de saúde.

 

Autor:  Agência Comunicado

Fonte:  Zero Hora