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Eu quero brócolis!
Sorvetes, doces, frituras, biscoitos recheados, sanduíches gordurosos, refrigerantes... nada escapa do olhar atento – e guloso – das crianças. Mas, atenção pais e mães, pois tentar mudar (maus) hábitos alimentares adquiridos na infância torna-se uma árdua tarefa na fase da adolescência e adulta, e as consequências podem ser desastrosas para a saúde.
Matéria publicada na revista Veja, em 30 de junho de 2010, trouxe a público o resultado de uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), que revelou que as crianças brasileiras entre 2 e 5 anos ingerem muito mais calorias do que precisam: 22% estão com sobrepeso e 6% são consideradas obesas. Tais números demonstram que o Brasil superou os Estados Unidos, considerado o país mais peso pesado do mundo, no que diz respeito à obesidade infantil nessa faixa etária. Segundo os pesquisadores, de cada 100 meninos e meninas com obesidade aos 2 anos de idade, 15 conviverão com a doença e brigarão com a balança durante toda a vida.
É possível mudar hábitos alimentares dos pequenos, mas para isso é preciso perseverança e boa vontade dos pais. Segundo os nutricionistas, estes não devem desistir de introduzir um novo alimento ou ingrediente no prato da criança, caso ela não goste logo no primeiro contato. Devem saber insistir. Ao mesmo tempo, devem, também, saber impor limites ao filho com apetite descontrolado.
Por um lado, faltam elementos essenciais na alimentação das crianças, como fibras, vitaminas D e E, e cálcio, por outro, sobra o sódio, elemento mais do que presente em refrigerantes, salgadinhos e biscoitos industrializados. Hoje pediatras já se acostumaram a encontrar em seus pequenos pacientes altas taxas de pressão e colesterol, doenças “de adulto” que exigem, muitas vezes, o uso de medicamentos.
Para ajudar a mudar os maus hábitos alimentares de seu filho, comece, por exemplo, substituindo o leite integral pelo semidesnatado, que contém a mesma quantidade de cálcio que o primeiro, suprindo as necessidades diárias do organismo da criança, mas com menos gordura. No lanche, acrescente alface e tomate no sanduíche de presunto e queijo, com um fio de azeite de oliva extravirgem. Apresente o arroz integral, no lugar do branco, muito mais nutritivo. Acrescente ao iogurte quinua ou aveia (pequenas quantidades), e frutas ao sorvete, no lugar da cobertura de chocolate. O suco natural cai muito melhor que o refrigerante. Mudanças que devem ser feitas aos poucos, não da noite para o dia. Nada de radicalismo com os pequenos, pois isso não funciona. Estas pequenas atitudes começarão a despertar o paladar do seu filho para outros alimentos, abrindo para ele um mundo novo de descobertas – gostosas e mais saudáveis!
Por: AgComunicado
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