Estudos melhoram a vacina contra coléra


Cientistas desenvolveram novos métodos para evitar efeitos colaterais indesejados

A cólera é uma das doenças mais antigas da história da humanidade e também uma das responsáveis pela alta taxa de mortalidade em países em desenvolvimento, como Haiti e Nigéria, por exemplo. Ela é causada por um micróbio chamado Vibrio Cholerae, transmitido através de água ou alimentos contaminados.

Normalmente, a vacina que previne a coléra causa alguns efeitos colaterais indesejados, como vômitos e diarreia. Em alguns casos, esses efeitos podem desidratar o organismo. Por isso mesmo, muitas vacinas não funcionam em países em desenvolvimento, pois a taxa de desnutrição e a carência de vitamina A são altas. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as diarreias representam 20% das causas de mortalidade em crianças menores de 5 anos nos países em desenvolvimento.

Pensando nisso, cientistas da Escola Superior de Medicina de Hannover inventaram um novo método de vacinação para evitar esses efeitos colaterais. A novidade foi a a adição de ácido retinóico, uma forma oxidada da vitamina A, às vacinas. Após uma série de testes em ratos, os cientistas chegaram à conclusão de que as vacinas contra coléra são consideravelmente mais eficazes com esse tipo de ácido, uma vez que ele contribui para que as células imunológicas atinjam a mucosa intestinal, onde produzem anticorpos para neutralizar os germes.

Durante as pesquisas, os cientistas injetaram vacinas contra coléra em dois grupos de ratos. Em outros dois grupos, injetaram a vacina com o ácido retinóico e posteriormente, os alimentaram com toxinas de coléra. Os resultados indicaram que os grupos que haviam recebido as vacinas com ácido mostraram-se mais protegidos.

Os cientistas acreditam que esta nova estratégia possibilita uma imunização mais efetiva contra todos os germes patógenos, responsáveis pela diarreia.

Lavar frutas e verduras e adicionar 6ml de cloro para cada litro de água são algumas das medidas preventivas indicadas pela OMS para auxiliar a banir a doença.

Por: AgComunicado