Estudo Relaciona Árvores com Doenças Cardiovasculares


Veja como a falta de árvores afeta sua saúde!

Estudo Relaciona Árvores com Doenças Cardiovasculares
 
 
O Serviço Florestal dos Estados Unidos realizou uma pesquisa que relaciona a saúde com as árvores. Publicada no “American Journal of Preventive Medicine”, a pesquisa apresenta que os locais em que as árvores pereceram após uma infestação de larvas de um besouro (brocas) registraram um índice maior de falecimentos por doenças cardiovasculares e respiratórias do que os locais que não foram afetados pela infestação. A broca-cinza-esmeralda foi achada no estado de Michigan, no ano de 2002. A espécie ataca 22 tipos de árvores do gênero Fraxino, que são encontradas nos EUA, e matam quase 100% das árvores infestadas. 
 
 
Geoffrey Donovan, da Estação de Pesquisa Noroeste do Serviço Florestal do Pacífico, diz que a morte de cem milhões de árvores no leste dos Estados Unidos foi uma oportunidade para eles pesquisarem sobre a influencia que uma mudança considerável no meio ambiente causa na saúde. A pesquisa levou em conta a densidade demográfica, a mortalidade e a “saúde” das florestas entre os anos de 1990 e 2007. 
 
 
Os estudiosos pesquisaram durante 18 anos os de dados 15 estados dos Estados Unidos e chegaram a conclusão que as áreas infestadas pela broca-cinza-esmeralda que mata os freixos (árvores nativas da zona temperada boreal) tiveram um aumento de 15 mil mortes por doenças cardiovasculares e 6 mil mortes causadas por doenças respiratórias, comparado com as áreas não afetadas pela infestação.
 
 
"Existe a tendência natural de ver os resultados e chegar a conclusão que as taxas de mortalidade são por alguma variável, como renda e educação, e não a falta de árvores", disse Donovan. “Mas, nós vimos o mesmo padrão se repetir diversas vezes em lugares com diferentes aspectos demográficos". Embora a pesquisa relacione a falta de árvores à causas de morte cardiovascular e a doenças respiratórias, ela não prova uma causalidade, dizem os pesquisadores. A razão para a relação proposta pela pesquisa ainda precisa ser determinada. 
 
Henrique Torres