Estudo Mostra Falsa Relação entre Fertilização in Vitro e Risco de Câncer


Estudo mostra que Fertilização in vitro não faz diferença para o risco de câncer em mulheres.

Estudo Mostra Falsa Relação entre Fertilização in Vitro e Risco de Câncer
 
 
Louise Brinton, do Instituto Nacional de câncer, Rockville, Maryland, e sua equipe reuniram e analisaram dados dos registros médicos de 67.608 pacientes do sexo feminino que tinham sido submetidas a tratamentos de fertilização in vitro, entre os anos de 1994 e 2011, e 19.795 pacientes que queriam, mas nunca receberam tratamento de fertilização in vitro.
 
 
Eles compararam os dados com um registro nacional de câncer. Em 22 de junho de 2011, o diagnostico de câncer a seguir foi feito (de ambos os grupos de mulheres):
 
 
1. Câncer de mama - 522
2. Câncer de endométrio - 41
3. Câncer de ovário - 45
4. Câncer de colo do útero - 311
5. Câncer cervical invasivo - 32
 
 
Os pesquisadores descobriram que: “Fertilização in vitro não faz diferença para o risco de câncer de mama em mulheres. O tratamento de fertilização in vitro não faz nenhuma diferença significativa no câncer ginecológico da mulher”. A Fertilização In Vitro (FIV) foi uma das conquistas da medicina no tratamento da infertilidade. O medicamento Gonal, por vezes, é recomendado para mulheres com infertilidade.
 
 
O Risco de câncer de ovário levantou-se muito ligeiramente entre aqueles com mais rodadas do tratamento de fertilização in vitro. No entanto, os autores disseram que este ligeiro aumento no risco poderia ter sido devido puramente ao acaso. Com apenas quarenta e cinco casos de câncer de ovário em todo estudo, os autores disseram que não era possível vincular a fertilização in vitro a risco de câncer de ovário.
 
 
Em um resumo os autores concluíram: "Nossos resultados sobre os efeitos em longo prazo foram amplamente reconfortantes, mas mulheres que recebem a fertilização in vitro devem continuar a ser monitoradas, dado que os procedimentos envolvem estimuladores da ovulação potentes e repetidas punções ovarianas".
 
Henrique Torres