Estudo mostra efeito preventivo do uso da aspirina contra câncer de pâncreas


Ainda é cedo para estimular o uso do medicamento com objetivo de prevenção

A utilização da aspirina (ácido acetilsalicílico) pelo menos uma vez ao mês está relacionada a uma significativa diminuição do risco de desenvolver câncer no pâncreas. É o que apontam os resultados de uma pesquisa americana apresentada nesta semana durante encontro anual da Associação Americana de Pesquisa em Câncer.  

Para realizar o estudo, os pesquisadores coletaram as respostas de 904 pacientes que sofreram de câncer de pâncreas e as compararam às respostas de 1.224 pacientes saudáveis. Todos os pacientes pesquisados tinham a partir de 55 anos e relataram usar aspirina, antiinflamatórios e paracetamol. 
 
Os resultados mostraram que os indivíduos que usaram aspirina ao menos um dia por mês tiveram 26% menos risco de desenvolver câncer de pâncreas, em comparação aos que não tomaram aspirina com regularidade. O efeito também foi encontrado entre os que utilizaram doses baixas de aspirina para prevenir doenças do coração, com risco 35% menor de desenvolvimento de tumores no pâncreas.  
 
Os cientistas ressaltam que o mesmo benefício não foi observado nas pessoas que utilizavam antiinflamatórios e paracetamol. Isso forneceria uma evidência adicional de que a aspirina pode ter uma atividade de quimioprevenção contra o câncer de pâncreas, de acordo com um pesquisador da Clínica Mayo, nos Estados Unidos.  
 
Os resultados ainda são preliminares, ou seja, ainda é muito cedo para estimular o uso da aspirina com o objetivo de prevenir o câncer. O estudo não tem como meta sugerir às pessoas passem a tomar aspirina uma vez por mês para reduzir o risco de câncer de pâncreas. Além disso, sempre é necessário discutir o uso de qualquer medicamento com o médico, pois mesmo os aparentemente inofensivos como a aspirina apresentam efeitos colaterais, contraindicações e interações.

Autor:  Agência Comunicado

Fonte:  Veja