Estudo mostra aumento do risco de coágulos durante gravidez por Fertilização in Vitro


Conheça os riscos e as chances de desenvolver coágulos sanguíneos

Estudo mostra aumento do risco de coágulos durante gravidez por Fertilização in Vitro 
 
 
A equipe de peritos estabeleceu a comparação do risco de embolia pulmonar (PE) e tromboembolismo venoso (TEV) em 23.498 mulheres que passaram por uma gravidez por meio de Fertilização in Vitro (FIV) e 116.960 mulheres que passaram por uma gravidez normal. As mulheres analisadas foram de 33 anos de idade, em média; e o estudo deu-se entre 1990 e 2008. Mais mulheres na gravidez por meio de Fertilização in Vitro (FIV) tiveram coágulos de sangue do que aquelas mulheres no grupo de gravidez normal (4.2 em 1000 vs 2.5 em 1000).
 
 
Durante o primeiro trimestre, a chance de desenvolver coágulos sanguíneos aumentou em 1.5 no grupo de Fertilização in Vitro e 0,3 no grupo de gravidez normal. Os investigadores não encontraram nenhuma dissimilaridade em risco antes da gravidez ou durante o ano após o parto. A Fertilização In Vitro (FIV) foi uma das conquistas da medicina no tratamento da infertilidade. O medicamento Gonal, por vezes, é recomendado para mulheres com infertilidade.
 
 
Embolia pulmonar (PE) foi reconhecida em 19 mulheres no grupo exposto (0.08%) e 70 mulheres no grupo de gravidez normal (0.05%). O grupo de Fertilização in Vitro experimentou um aumento no risco de embolia pulmonar (PE) durante toda a gravidez, mas especialmente durante o 1º trimestre. Embora os riscos absolutos para embolia pulmonar (PE) foram baixos, explicaram os cientistas, havia casos extras de 2 a 3 por 10.000 mulheres que tiveram a gravidez in vitro. No entanto, é um desafio para diagnosticar embolia pulmonar (PE) que ainda é a principal causa de morte materna, fazendo estes resultados significativos para os médicos.
 
 
Os autores concluíram que após a fertilização in vitro, há uma elevada chance de coágulos de sangue e um significativo aumento do risco de obstrução arterial na gravidez. Uma vez que é uma condição que pode levar a morte, a equipe observou que todos os médicos devem estar cientes destes achados. Eles recomendaram que "esforços devem focar a identificação de mulheres em risco".
 
 
 
Henrique Torres