Esteatose Hepática: tratamento consiste em erradicar a causa


Alimentação inadequada combinada a abuso de álcool e falta de exercícios físicos podem desencadear alterações no fígado

Considerada uma das principais causas da cirrose hepática, a esteatose atinge cerca de 20% da população brasileira, segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH).  
Normalmente, o fígado já tem uma certa quantidade de gordura, mas quando ela ultrapassa 10% do peso deste órgão, a esteatose se instala. Na forma grave, as gorduras chegam a constituir até 40% do peso do fígado.

Não é considerada uma doença, mas uma alteração morfofisiológica que acontece nas células do fígado, os hepatócitos, como resultado de desordens no metabolismo. Entre as principais causas estão: o consumo excessivo de álcool, diabetes descompensado, obesidade e desnutrição. Entre outras causas: síndrome metabólica, fibrose cística, quimioterapia, cirurgias do trato gastrintestinal, lipodistrofia, entre outras causas.

Em geral é reversível, e os cuidados devem começar pela alimentação. É preciso evitar o consumo de alimentos com alto teor de gorduras e carboidratos. O torresminho de domingo terá que ser descartado, assim como as carnes vermelhas com gordura, frangos com pele, sorvetes, chocolates, leite integral, maionese, queijos amarelos, manteiga, embutidos, comidas a base de creme de leite, frutos do mar, entre outros. Opte pelas carnes magras, consuma frango sem pele, leite desnatado, queijos cottage ou minas, margarina.

Frutas, verduras e legumes contêm propriedades que ajudam a diminuir a absorção de gorduras, por isso, devem estar na base da alimentação de pessoas com esteatose, junto a  grãos, massas e cereais integrais.   Beber água, água de coco e sucos naturais, como o de couve com hortelã, é também  importante. Bebidas alcoólicas, em hipótese alguma.  

Em geral, a esteatose não dá sintomas, mas entre os principais estão o aumento do fígado, dor, desconforto no lado superior direito do abdômen, icterícia, febre, inchaço, ascite (ou “barriga d'água”), náuseas, vômitos, falta de apetite. Sintomas mais raros são o aparecimento de varizes, ginecomastia transitória e menstruação irregular.

O diagnóstico é feito pela análise clínica do paciente e exames físico, laboratorial e de imagem, se necessário.

Além da alimentação e mudanças de hábito, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos, porém, ainda sem eficácia totalmente comprovada.

Por: AgComunicado