É proibido fumar...


Diz a letra da canção: “nem bombeiro pode apagar”. Mas você pode – e deve – apagar a brasa do seu cigarro

O espaço para quem fuma está cada vez mais reduzido. A Lei Antifumo, em vigor desde 2009, tornou mais difícil a vida de fumantes em ambientes corporativos e públicos. Os “fumódromos” foram praticamente extintos, e as calçadas, para quem insiste no vício, se tornaram concorridas. “Ecologicamente incorretas”, as bitucas de cigarro não são bem vistas, nem pela população, nem pelos empregadores, nem por quem deseja respirar com mais qualidade.  

Seis milhões de pessoas morrem todos os anos de doenças que surgem como consequência do fumo. No Brasil, são 200 mil mortes por ano. O Dia Mundial sem Tabaco já passou - dia 27 de abril - mas sempre é bom lembrar que quem para de fumar vive mais, e com qualidade.

Talvez o maior obstáculo para quem se propõe a deixar o fumo seja o medo dos sintomas da chamada “síndrome de abstinência”. Não é fácil enfrentar dores de cabeça, tremores, tonturas, irritação, alterações no sono, falta de concentração, tosse, entre outros sintomas. Mas não são todos os fumantes que enfrentam tais situações ao deixar de fumar. Se  acontecerem, costumam desaparecer entre uma e duas semanas. Conforme o caso, pode levar até quatro semanas. Mas pense que esses sintomas são sinais de que o organismo está se restabelecendo e revigorando, sem a presença das 4.720 substâncias presentes na fumaça do cigarro.

Entre os sintomas mais difíceis de lidar está a chamada “fissura”, que é a enorme e quase incontrolável vontade de fumar. Mas preste atenção: “quase”. A “fissura” não costuma durar mais que cinco minutos e, com o tempo, vai se reduzindo. Quando sentir esse “irresistível” desejo de acender um cigarro, coma uma fruta, uma barra de cereais ou beba um suco natural. Nesta fase, evite bebidas alcoólicas ou café, pois em geral estão associados ao hábito de fumar.
Parar de fumar de forma gradual pode também ser uma boa opção. Mas para isso é necessário estabelecer metas, com data e hora marcada para fumar o último cigarro do maço. Os especialistas sugerem que esta estratégia não dure mais que duas semanas.

Se tiver uma recaída, não desanime e nem encare como um fracasso. Comece tudo de novo, desta vez, prestando atenção ao que o levou a voltar a fumar.

Estas recomendações são do INCA – Instituto Nacional do Câncer e do Ministério da Saúde. E também indicadas por ex-fumantes, que podem afirmar com convicção: força de vontade é fundamental. A vida adquire um novo sabor. Tenha certeza disso.

Por: AgComunicado