É preciso separar depressão pós-parto da melancolia passageira


Apoio familiar é fundamental para a mulher se sentir segura.

 Segundo uma pesquisa do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), 15% das mulheres que dão a luz em todo o mundo são atingidas pela depressão pós-parto, e quase um terço das mães que utilizam o sistema público de saúde de São Paulo sofre com o problema. No entanto, é importante estabelecer a diferença entre uma melancolia passageira e a verdadeira depressão pós-parto.
 
Nos períodos gestacional e pós-gestacional, a mulher sofre mudanças hormonais radicais. Em geral, poucos dias após o parto, ela sente nervosismo e ansiedade com a expectativa de cumprir as novas tarefas maternais. Porém, com o passar dos dias, volta ao seu estado normal. Já nos casos de depressão pós-parto, a mãe se sente insegura até para cuidar do bebê e sobrecarregada ao executar os cuidados básicos da criança (amamentação, banho, vestimenta, etc). Pode ter crises constantes de choro e apresentar uma apatia preocupante, que se prolonga. Quando isso se prolonga por um período superior a 15 dias, a mulher deve ser avaliada por um especialista. Sessões de terapia e medicamentos antidepressivos podem ser recomendados. No entanto, qualquer medicamento só deve ser ingerido caso prescrito pelo médico, especialmente se a mulher estiver amamentando. 
 
Dependendo do quadro, os especialistas aconselham, quando diagnosticado o quadro de depressão pós-parto, que a mãe não fique sozinha com o bebê. Isso garante que a criança não seja rejeitada e sofra com problemas alimentares, por exemplo. A compreensão e o carinho de pessoas queridas são imprescindíveis em momentos delicados como o da depressão pós-parto. O apoio da família é fundamental para a mulher se sentir mais segura.
 
Cuidar da alimentação sem fazer dietas restritivas e praticar atividades ao ar livre ajudam a diminuir os sintomas. Os carboidratos devem ser priorizados – pães, cereais e macarrão, além de frutas frescas e secas, verduras, legumes, grãos e proteínas magras. O cardápio diário deve ser bem nutritivo, sem exageros nas porções e sem excesso de gorduras ou açúcar. Caminhadas ou ginásticas leves podem ser intercaladas no dia a dia da mulher. 
 
Por: AgComunicado