Dor intensa nas articulações pode indicar Artrite Reumatoide


Informação sobre a doença é vital para o bom andamento do tratamento

Considerada uma doença autoimune, a artrite reumatoide (AR) se caracteriza pela inflamação das articulações e pode levar à deformação e à destruição dessas juntas. As mulheres são as principais vítimas: duas vezes mais do que os homens, e a incidência aumenta com a idade. Além da dor e inflamação, a AR tem como outros sintomas a rigidez matinal, a fadiga e a perda de peso. A doença pode ainda envolver outros órgãos, o que significa um agravamento da AR, podendo diminuir a expectativa de vida entre cinco e dez anos.

A AR não é uma doença contagiosa e também não é hereditária no sentido de que passa de pai para filho. O que pode ser herdado é a tendência a desenvolver esta doença, ou seja, em algumas pessoas os genes facilitam o seu surgimento, em outras pessoas, não. Os pesquisadores ainda estudam a influência de alguns fatores como infecções, variações nas quantidades de certos hormônios e mudanças ambientais no aparecimento da AR.

A dor se desenvolve nas articulações dos dedos da mãos e dos pés, punhos, cotovelos, quadris, ombros e joelhos, principalmente, e acontece tanto no lado direito como esquerdo do corpo. Começa em uma ou duas juntas e depois "se espalha" para as demais. Quando a pessoa está “em crise”, pode ainda apresentar mal estar generalizado, perder o apetite, ter febre baixa e sentir-se com pouca energia. Quase 20% dos pacientes, ainda, desenvolvem pequenos "caroços" sob a pele, conhecidos como “nódulos reumatoides”.

Para fazer o diagnóstico, os reumatologistas consideram o histórico do paciente, todos os sintomas e sinais clínicos, resultados de exames laboratoriais e radiográficos. Assim como em tantas outras doenças, o diagnóstico precoce é fundamental para prevenir as lesões irreversíveis.

O tratamento tem como finalidade eliminar a inflamação das juntas e evitar as  deformações. O repouso exagerado pode ser prejudicial, por isso recomenda-se a realização de exercícios físicos de forma moderada e regular, para fortalecer a musculatura. Pessoas com AR só devem evitar os exercícios quando causam dor.

Os especialistas alertam para a importância da adesão ao tratamento, sendo imprescindível a educação tanto do paciente como de seus familiares sobre a doença.

O uso de medicamentos inclui a administração de antiinflamatórios, analgésicos e glicocorticoides, entre outros específicos e que já são referência para o tratamento da AR.

Por: AgComunicado