Dor crônica exige tratamento multidisciplinar


Consequências deste tipo de dor afetam profundamente a qualidade de vida do paciente

Desde que o homem se conhece como tal, entender e conhecer tudo a respeito da dor tem sido um dos grandes desafios. O que entendemos hoje é que a dor não é algo totalmente ruim, pois é o “alerta” do corpo para avisar que algo está errado. Sabemos que existe a dor aguda, a qual já foi abordada em artigo anterior. Será abordada agora a dor crônica.

Especialistas afirmam que a dor crônica é uma consequência da adoção de novos hábitos adquiridos com a vida moderna, de uma maior expectativa de vida, do prolongamento da vida (ou sobrevida) de pessoas com doenças potencialmente mortais e das próprias mudanças climáticas e ambientais.

Pessoas com doenças crônicas sofrem uma série de transformações não somente físicas, mas também comportamentais e psíquicas. Aprendem a conviver com a dor e o sofrimento. Os esportistas profissionais são um claro exemplo disso. Submetidos a treinamentos longos e intensivos, convivem com a dor física diariamente. É a dor aguda, que caso não seja interpretada pelo médico de forma correta e tratada de maneira séria, levará provavelmente à dor crônica, que por sua vez influirá no seu rendimento, abreviando sua vida como profissional do esporte.

A dor crônica se prolonga durante meses e pode levar anos, em geral associada a problemas de origem reumática, psiquiátrica, oncológica, neurológica, respiratória, autoimune etc., ou até por uma lesão provocada por esforço repetitivo (LER), como dores nas costas e nos ombros. A fibromialgia é uma  doença que causa um ciclo vicioso de insônia e dor no corpo e que necessita do tratamento prescrito por um reumatologista que saiba tratá-la (nem todos os reumatos a tratam). A dor crônica não afeta somente idosos e adultos, mas também crianças. Pessoas com HIV/AIDS também são vítimas deste tipo de dor.   

Estatísticas da International Association for the Study of Pain (IASP) revelam que a dor crônica acomete entre 7% e 40% da população mundial e cerca de 50% a 60% dos pacientes fica parcial ou totalmente incapacitado, transitória ou permanentemente, o que compromete a sua qualidade de vida.

O tratamento deste tipo de dor exige uma abordagem multidisciplinar: médicos, nutricionistas, psicólogos, psiquiatras, fisioterapeutas etc. Os medicamentos referência para tratar a dor crônica incluem o uso de analgésicos, antidepressivos, relaxantes musculares, corticoides, etc.  O uso de técnicas de relaxamento, práticas de exercícios específicos, fisioterapia, terapia ocupacional e acompanhamento nutricional são também uma forma importante para combater e amenizar os efeitos da dor crônica.

Por: AgComunicado