Doenças cardíacas na infância


Tecnologia possibilita diagnóstico precoce e aumento da expectativa de vida

Doenças no coração não são exclusivas da idade adulta ou avançada. Bebês também podem nascer com alguma disfunção cardíaca. Atualmente, porém, a moderna tecnologia  permite diagnosticar – e até tratar - estas doenças quando a criança ainda está no ventre materno. É o “milagre” da ciência.

Por isso, a enorme importância de realizar o pré-natal como se deve. A futura mamãe precisa visitar periodicamente o médico obstetra, responsável tanto pela saúde do bebê como da gestante. É durante estas visitas e exames que pode ser detectado precocemente a existência de uma anomalia cardíaca. E aqui está o sucesso do tratamento: quanto mais cedo, maior a chance de cura. Exames cardiológicos específicos ajudam a equipe médica a decidir a melhor forma de tratamento, assim como o tipo de parto mais apropriado e seguro para o bebê e a mãe.

Aproximadamente 2% dos recém-nascidos apresentam má formações congênitas, ou seja, que passam de pai/mãe para filho. As cardiopatias são as mais comuns e graves: de cada 1000 bebês,  cinco a oito crianças têm alguma doença do coração, e quase 50% das chamadas cardiopatias congênitas são tão graves que costumam apresentar sintomas quando a criança está ainda dentro do útero, ou logo após o nascimento.  

Segundo os especialistas, hoje 70% das cardiopatias congênitas têm tratamento. O cateterismo é uma das técnicas utilizadas para tratar cardiopatias consideradas menos graves; em outros casos, a cirurgia pode ser necessária, tal como o transplante de coração.  

Exames como o ultrassom morfológico, que costuma ser realizado no primeiro e segundo trimestre da gestação, tem como função verificar se há qualquer má formação nos órgãos da criança, o coração incluído. O ecocardiograma do coraçãozinho do bebê permite avaliar e identificar todas as anormalidades na estrutura e no funcionamento desse coração. Recentemente, os chamados procedimentos híbridos, que mesclam o uso do cateterismo e da cirurgia cardíaca, são também uma alternativa promissora para o tratamento desses problemas.

Entre as principais doenças cardíacas que podem ser detectadas precocemente estão a síndrome da hipoplasia do coração esquerdo, muitas vezes grave e fatal; e a cardiopatia congênita (má formação cardíaca).  

Por isso, futura mamãe, não deixe de fazer o devido acompanhamento médico. Adotar bons hábitos alimentares, não fumar nem consumir bebida alcoólica e praticar exercícios adequados durante a gravidez são uma forma de preservar a sua saúde e a do seu bebê.

Por: AgComunicado