Divertículos: é preciso prevenir


Má alimentação, falta de hidratação e predisposição genética podem levar à diverticulose e à sua forma mais grave, a diverticulite

Pessoas com mais de 60 anos apresentam maior chance de desenvolver uma doença chamada diverticulose, sem apresentar sintomas. Divertículos são “bolsas” pequenas que se localizam com maior frequência no intestino grosso. Nos divertículos podem entrar e ficar retidas pequenas quantidades de fezes e bactérias.

A diverticulose consiste na presença anormal dessas minúsculas bolsas, e a diverticulite se instala quando as impurezas e bactérias ficam presas nessas bolsas, inflamando-as, infectando-as e, às vezes, perfurando-as. Quando isso acontece, a infecção pode se espalhar para o abdômen e levar à peritonite, uma infecção mais grave que pode levar ao óbito. Felizmente, nem sempre a diverticulose progrede para a diverticulite.

Entre as causas da diverticulose estão o envelhecimento, que provoca a perda da elasticidade da musculatura intestinal; uma alimentação pobre em fibras; o aumento da pressão no interior do cólon e a influência genética. Em geral, não provoca sintomas, mas é comum aparecer desconforto abdominal, principalmente do lado esquerdo, prisão de ventre e mudanças intestinais. Algumas pessoas, no entanto, podem ter fortes cólicas abdominais, sensação de estufamento, diarreia e constipação.

Já  a diverticulite é uma complicação da diverticulose, considerada mais grave. Entre os sintomas estão dor forte abaixo do umbigo (do lado esquerdo, em geral), constipação, diarreia, sangue nas fezes, dificuldade para urinar, febre, náuseas e vômitos. Ocorre em 10 a 25% das pessoas que têm diverticulose. Se detectada sem sinais de gravidade, o tratamento inicial consiste em dieta leve e líquida, juntamente com o uso de medicamentos analgésicos e antibióticos. Porém, no caso de complicações, pode ser necessária a realização de cirurgia para retirar parte do intestino comprometido pelos divertículos.

É bom ficar atento ao tipo de dor para informar o médico. Uma dieta rica em fibras é o primeiro passo para prevenir estas doenças. Manter-se bem hidratado  também é importante, assim como praticar exercícios que ajudam a acelerar o metabolismo e o trânsito intestinal.

Por: AgComunicado