Difteria: preocupação aumenta com as enchentes


Vacina é a única forma de prevenção. Ministério da Saúde já solicitou reforço para áreas inundadas

O Ministério da Saúde já se mobilizou e solicitou um novo estoque de vacinas contra a difteria e o tétano com o intuito de proteger a população destas doenças nos estados mais afetados pelas chuvas. As bactérias causadoras destas doenças se propagam com facilidade em meio a sujeira e água contaminada das enchentes. Por isso, todo cuidado é necessário. O ministério recomenda que as pessoas evitem andar em poças d'água, ou nadar em lagos e rios contaminados pelas águas das enxurradas.

A difteria é causada pela Corynebacterium diphtheriae, um bacilo transmitido pela saliva ao tossir, espirrar ou falar e pela secreção nasal. É transmitida pelo contato direto, inclusive por meio de objetos contaminados. Entre os principais sintomas estão a formação de placas acinzentadas e dor de garganta, febre, gânglios no pescoço, náuseas e dificuldade para engolir. A doença compromete o estado geral do indivíduo, que apresenta também cansaço e palidez.

Em casos mais graves, principalmente em crianças, pode haver um edema intenso no pescoço e até asfixia mecânica aguda pela obstrução causada pela placa. À noite os sintomas costumam se agravar. Durante a madrugada, ao acordar, a criança pode apresentar uma respiração marcada por um chiado estridente e tosse áspera.

O contágio e o aumento de casos aumenta durante o inverno devido, principalmente, à aglomeração de pessoas em ambientes fechados.

A doença pode acometer pessoas que não receberam a vacina, independente da idade. A vacina, aliás, é a única forma efetiva de proteção e prevenção contra a difteria. O esquema básico de vacinação na infância é feito com três doses da vacina contra difteria e tétano, aos dois, quatro e seis meses de idade. O primeiro reforço acontece aos 15 meses e o outro entre quatro e seis anos.

O tratamento inclui o uso de medicamentos (antibióticos). Durante a fase aguda da doença, vale a pena fazer inalação com vapor ou ar fresco, durante alguns dias, para aliviar e facilitar a respiração e até a deglutição. Consulte um médico assim que surgirem os primeiros sintomas.

Por: AgComunicado