Dificuldades na amamentação, podem indicar diabetes.


Estudos realizados na California, indicaram que a insuficiência de insulina pode afetar a produção do leite materno.

As mulheres que apresentam dificuldades em amamentar, podem estar mostrando os primeiros sinais de diabetes. É o que diz um estudo realizado em uma Universidade da California. Os pesquisadores notaram que a insulina exerce um importante papel no leite materno e as mães que produzem pouco leite, podem estar com baixas taxas de insulina.
 
A insulina é diretamente relacionada com a diabetes, porque os pacientes que tem a doença apresentam um sistema imunológico que reconhece as células que produzem insulina, como inimigas. E para conter o sistema imunológico, é necessário controlar as taxas de glicose no sangue e fazer aplicações diárias de insulina. 
 
Até então, a insulina não era relacionada com a produção do leite materno, mas nesse estudo, pesquisadores comprovaram que a glândula mamária é sensível à insulina durante a fabricação do leite. 
 
A presença de baixas taxas do hormônio, assim como dar a luz a um bebe muito grande e estar acima do peso, afeta as mulheres que não metabolizam insulina suficiente e isso interfere na chegada do leite a mama. De acordo com um dos responsáveis pelo estudo, essa falta de controle dos níveis de insulina nas mulheres, é um grande risco à baixa produção de leite. 
 
Neste estudo, os resultados foram coletados a partir de uma cadeia de moléculas da glândula mamária e do leite materno. Após a descoberta dessa importância da insulina, na produção do leite, os pesquisadores puderam planejar um medicamento que ajuda a controlar a diabetes do tipo 2, para determinar se essa medicação irá afetar a insulina nas glândulas mamárias. Se as glândulas mamárias responderem ao tratamento, os pesquisadores esperam que as mulheres que apresentam deficiência de insulina, aumentem a produção de leite. 
 
Ainda assim, especialistas dizem que esse medicamento não é a melhor opção para resolver o problema. O mais recomendado para a prevenção é ter acompanhamento médico, adotar uma dieta balanceada e praticar atividades físicas.