Dia Mundial da Doença de Alzheimer


Diagnóstico precoce e tratamento para manter ativos mente e corpo ajudam a retardar os efeitos da doença. O carinho e o convívio social também são essenciais

Hoje é o dia Mundial da Doença de Alzheimer (DA), data criada para chamar a atenção da comunidade mundial para a gravidade desta doença crônica, degenerativa, progressiva e irreversível. O Alzheimer compromete o cérebro, afetando as áreas associadas à memória, aprendizagem e coordenação motora. A doença leva à profundas alterações no comportamento, com efeitos devastadores sobre o doente e a família. O  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que existam 1,2 milhões de pessoas com DA no país.
 
É comum relacionar a Doença de Alzheimer (DA) apenas aos idosos, mas também pode atingir pessoas com menos de 65 anos e, em casos mais raros, a partir dos 40 anos. Em geral, acontece com pessoas que já possuem esse histórico familiar.

Em cada organismo o Alzheimer se manifesta de forma diferente e única, apesar de um grande ponto em comum: a perda de memória. O diagnóstico vem, muitas vezes, tardiamente, pois os primeiros sintomas costumam ter como causa a idade, depressão ou estresse. Exames cognitivos e radiológicos ajudam a diagnosticar a doença. Lenta e progressivamente vão surgindo outros sintomas, como confusão mental, irritabilidade, agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem e perda de memória em longo prazo, além do desligamento da realidade.

Antes mesmo de aparecerem os primeiros sintomas, a DA pode se manter assintomática durante muito tempo. A Associação Brasileira de Alzheimer revela que esta doença corresponde de 50% a 70% dos casos de demência, atingindo 5 a cada 100 pessoas com mais de 70 anos.

Em geral, a DA evolui da seguinte maneira:

1a fase: perda de memória de curto prazo (dificuldade para lembrar de fatos recentes), dificuldade para prestar atenção, desorientação no tempo e espaço, apatia.
 

2a fase (demência inicial): aumentam a dificuldade em reconhecer e identificar objetos e  executar movimentos; problemas para se comunicar (diminuição do vocabulário), dificuldade para executar as tarefas cotidianas, como higiene pessoal. Problemas de comportamento frente a situações não familiares, cansaço, ansiedade, mau humor.

3a fase: degeneração progressiva, dificuldades na fala, perda da capacidade de ler e escrever, não realiza mais tarefas diárias, piora dos problemas de memória, não reconhece mais os familiares, agravam-se as alterações de comportamento, apatia, instabilidade emocional, choro, ataques inesperados de agressividade ou resistência ao cuidado. Incontinência urinária, incapacidade para o trabalho e convívio social. Necessidade de cuidados intensos.

4a fase (terminal):  dependência completa de um cuidador, perda da linguagem verbal, agressividade, apatia extrema e cansaço. Estágio seguido pelo término da vida, causado não pela Doença de Alzheimer, mas por outra doença qualquer.

Segundo notícia vinculada no site da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, identificaram sete medidas ligadas ao estilo de vida que podem ajudar a prevenir a doença. São elas: não fumar, adotar uma dieta saudável, prevenir o diabetes, controlar a pressão arterial, combater a depressão, praticar atividades físicas e melhorar a educação (estímulo mental). De acordo com estes estudos, metade dos casos da doença no mundo se deve à falta destas medidas de saúde e basta uma redução de 25% nos sete fatores de risco para evitar até 3 milhões de casos.

As causas da doença, porém, ainda são desconhecidas. O que se sabe é que vários fatores genéticos, de idade e estilo de vida estão ligados à doença. Não existe cura para a DA, mas quanto mais cedo forem identificados os sintomas, mais eficaz será o tratamento e melhor o prognóstico. Há medicamentos, como os inibidores da acetilcolinestinesterase, que auxiliam na manutenção das funções mentais e no comportamento, retardando assim a evolução da doença.

O tratamento ainda pode envolver atividades que ajudem a manter corpo e mente ativos, como jogos de tabuleiro, leitura de livros e jornais, palavras-cruzadas, aprendizado de outro idioma ou instrumento musical, caminhadas, e, sobretudo, manter o convívio social.
Especialistas como geriatras, neurologistas ou psiquiatras são os indicados para tratar estes pacientes.

Por: AgComunicado