Dengue: tempo de prevenir


Ainda não existe uma vacina contra a doença. A responsabilidade para evitar o contágio é de todos nós. Previna-se!

Quem não conhece alguém que já ‘pegou’ dengue? Definida como doença infecciosa febril aguda, a dengue nos acompanha desde os tempos do Brasil Colônia, quando os primeiros Aedes aegypti – mosquitos transmissores da doença - aqui chegaram nos reservatórios de água dos navios negreiros que traziam escravos da África. A dengue é ainda um dos principais problemas de saúde pública – não só no Brasil, mas no mundo.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 50 e 100 milhões de pessoas adoecem todos os anos em mais de 100 países de áreas tropicais e subtropicais. A estimativa é que  550 mil doentes são hospitalizados e 20 mil morrem em consequência da dengue não tratada.   

Quem já teve a doença, não pense que está livre. Isso porque existem quatro sorotipos do vírus: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A infecção por um deles protege, de forma permanente, para o mesmo tipo de vírus. Mas existem outros três e, considerando as condições sanitárias em que vivemos, é grande a chance de ficar doente outra vez.

A doença começa a se manifestar, em geral,  a partir do terceiro dia depois da picada do mosquito. Entre os sintomas estão febre alta repentina, forte dor de cabeça, dores intensas no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas e erupções vermelhas no peito e membros superiores. Esta forma é conhecida como “dengue clássica”, e raramente mata. Mas existe outra, a “dengue hemorrágica”, mais grave. Os sintomas são os mesmos das dengue clássica, mas o perigo começa quando a febre termina e surgem os sinais de alerta: fortes dores abdominais, vômitos, sangramento pelo nariz, boca e gengivas, agitação e confusão mental, dificuldade para respirar, perda da consciência. Pode matar em até 24 horas.  

A evolução costuma ocorrer de forma benigna. Entre os cuidados a serem tomados estão repouso e hidratação, que deve ser feita durante todo o período de duração da doença e, principalmente, da febre. Ao notar os primeiros sintomas, não espere – procure ajuda médica imediatamente. Entre os medicamentos utilizados no tratamento estão analgésicos e antitérmicos, como o paracetamol e a dipirona, mas os salicilatos, como o AAS e a Aspirina, não devem ser usados, pois podem favorecer o aparecimento de hemorragias.
Não se automedique. A dengue é uma doença séria!

Até o momento, não existem vacinas contra a doença, mas sim a prevenção. Não espere que cheguem as chuvas de verão para começar a se preocupar com a dengue. Cubra as caixas d'água, barris e tambores. Recolha potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados e bacias. Atenção especial ao prato com água do seu animal de estimação. Deve ser lavado, pelo menos, dia sim, dia não. Os mosquitos gostam de colocar as larvas em água limpa e parada. Até bambus e buracos de árvores não escapam. Não espere as ações do governo. Faça a sua parte você também.

Por: AgComunicado