Déficit de atenção e hiperatividade são transtornos comuns ou está havendo sobrediagnóstico?


Combinação de medicamentos e tratamentos psicoterápicos aliviam os sintomas

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Associação Americana de Psiquiatria, cerca de 4% dos adultos e de 5% a 8% das crianças e adolescentes, em escala mundial, sofrem de TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Os graus são variados e os sintomas são desatenção, impulsividade e dificuldades de se completar tarefas.

A princípio, os sintomas de TDAH eram considerados como característicos de crianças e adolescentes com desempenho irregular nas atividades escolares. Hoje, cresce o número de pessoas adultas que reclamam de problemas de concentração e baixa produtividade na vida social, acadêmica ou profissional. Esse aumento pode ser o retrato de uma geração mais ativa e que deseja resultados rápidos. Entende-se que existe um predisponente genético, onde o indivíduo com um dos pais com TDAH teria mais chances de desenvolvê-la.

Situações como falta de concentração, dificuldade em se cumprir prazos; não conseguir ler um livro até o final ou fazer várias coisas ao mesmo tempo e deixá-las incompletas são “falhas” que podem acontecer. O problema está quando as situações se tornam frequentes e atrapalham a vida da pessoa.

A ritalina, que tem como substância ativa o metilfenidato, é um medicamento que pode ser prescrito pelo médico para ajudar a combater os sintomas desse transtorno. Existe uma polêmica que envolve a questão: o déficit de atenção e hiperatividade são transtornos mais comuns ou estão sendo sobrediagnosticados?  A frequente prescrição para crianças e jovens é motivo de preocupação. Por outro lado, para quem de fato apresenta o transtorno, especialmente em suas formas mais severas,  precisa ser diagnosticado e tratado. A avaliação deve ser sempre realizada por médicos e o tratamento pode envolver medicamentos e psicoterapia, tanto individual como familiar.

Por: AgComunicado