Dados da OMS indicam que 3% da população mundial é portadora do vírus da hepatite C


Brasil lança novas diretrizes para combater a doença

A hepatite C continua crescendo pelo mundo afora. As estimativas apontam que aproximadamente 3% da população mundial seja portadora do vírus HCV.  As pesquisas da  OMS (Organização Mundial de Saúde) indicam que de 3 a 4 milhões de pessoas são infectadas por ano em todo o mundo.  Porém, algumas ainda não sabem ao certo o que é essa doença, como é transmitida e como deve ser tratada.

Ao contrário das hepatites A e B, boa parte das pessoas afetadas pela hepatite C a desenvolvem de forma lenta e crônica. Em 90% dos casos, os pacientes apresentam sintomas bastante específicos, como cansaço, dores musculares e náuseas e 80% só descobriram que era portadores em exames de rotina ou para doação de sangue; 20% estão ligados ao câncer de fígado e 20% à cirrose.  Há casos em que a doença demora anos para aparecer após a contaminação.

A hepatite C é transmitida após o contato com sangue contaminado, o que pode decorrer de transfusões de sangue, contato com secreções na pessoa contaminada (saliva, urina e esperma), agulhas compartilhadas em estúdios de piercings e tatuagem  e  através dos instrumentos usados para retirar cutículas. O contágio pelo leite materno ou durante a gestação não é frequente: as estimativas apontam que isso acontece em apenas 5% dos casos.  

Geralmente, portadores de hepatite C são mais predispostos a contrair outras doenças, como hepatite B, Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Para diagnosticar a doença, o médico solicita exames de sangue e, em alguns casos, uma biópsia hepática. Um pequeno fragmento é retirado do fígado com uma agulha para acusar o grau da doença. Detectar o tipo e a quantidade de vírus são também informações cruciais para determinar o tratamento.  

A fim de reverter a situação, o Brasil contará, a partir de hoje, com novas diretrizes que permitirão ao paciente ter seu tratamento prolongado por 72 semanas na rede pública, caso necessário.

Por: AgComunicado