Criada no Brasil rede para acelerar as pesquisas contra o câncer


Objetivo é facilitar o acesso aos novos tratamentos, além de tornar a indústria nacional mais competitiva

Uma boa notícia, certamente, ajudará no avanço das pesquisas e desenvolvimento de medicamentos que visam a cura dos mais diversos tipos de câncer.  Foi criada na semana passada a Rede Nacional de Desenvolvimento e Inovação de Fármacos Anticâncer (Redefac) pelo Ministério da Saúde. A finalidade é estimular projetos para desenvolver medicamentos contra o câncer e diminuir a dependência do mercado externo, aumentando a competitividade da indústria farmacêutica brasileira. Hoje o país destina R$ 2,5 bilhões por ano em pesquisa e produção nacional neste setor.

A iniciativa tem como proposta, ainda, facilitar o acesso da população ao que há de mais moderno em tratamentos oncológicos, com o melhor custo-benefício. O país começaria a promover tratamentos inovadores, principalmente no setor da produção de remédios biológicos, como os anticorpos monoclonais, que, ao contrário dos tratamentos tradicionais, como a quimioterapia, só atacam as células cancerígenas.

A Redefac prevê a realização de programas de capacitação de recursos humanos voltados para oncologia, estabelecendo uma política de prioridade ao desenvolvimento de medicamentos anticâncer. Outro objetivo é incentivar e negociar a transferência de tecnologias de outros países.

Exemplo disso, é a parceria de cooperação tecnológica com o governo de Cuba,  que envolve a transferência de tecnologia cubana de sete inovadores medicamentos contra o câncer. Tais drogas ainda passarão pelo registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e avaliação tecnológica para, quem sabe, serem incorporados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para montar a Redefac serão investidos, inicialmente, R$ 7,5 milhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Saúde. A administração ficará a cargo do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o apoio da Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer (FAF), entidade filantrópica privada.

Participam também grupos de pesquisa e desenvolvimento, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Laboratório Nacional de Biociências e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Por: AgComunicado