Comece o ano sem azia


Considerada uma doença crônica, é possível tratar e controlar o refluxo gastroesofágico (DRGE)

Depois dos excessos em jantares, almoços e confraternizações no final do ano, muitos começam o novo ano com queimação na boca do estômago, má digestão ou até tosse seca e dor no peito.  Tais sintomas podem ser sinal do refluxo gastroesofágico (DRGE), popularmente conhecida como azia.

Classificada hoje como uma doença crônica, a DRGE se caracteriza pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. Tais substâncias ácidas e irritantes podem, inclusive, chegar até a boca, alterando o esmalte dos dentes. Muitas pessoas com azia não apresentam os sintomas típicos, mas sim  tosse, garganta irritada, crises de asma e infecções de repetição nos brônquios e pulmões.

É comum que os bebês tenham refluxo, pois os tecidos entre o estômago e o esôfago são ainda frágeis. Na maioria dos casos, o problema desaparece de forma espontânea. Em adultos, a sensação de queimação surge duas horas depois da refeição, melhora com antiácidos, mas piora quando a pessoa se deita.

Entre outras causas que podem levar à azia estão: alterações no esfíncter, músculo em forma de anel que separa o esôfago do estômago, impedindo o retorno dos alimentos, e a
hérnia de hiato, quando parte do estômago se desloca para o tórax, pelo diafragma. A obesidade, comer em excesso antes de deitar, o aumento da pressão intra-abdominal, o consumo de bebidas como café, chá preto ou mate, chocolate, alimentos ácidos, molho de tomate, refrigerantes e bebidas alcoólicas facilitam o aparecimento da azia.

O diagnóstico leva em conta não apenas os sintomas, mas os resultados de exames como  a endoscopia digestiva e a análise do pH do esôfago. O tratamento pode ser feito através de medicamentos ou cirurgia. Os medicamentos tem como finalidade diminuir a produção de ácido pelo estômago, porém, é preciso também mudar hábitos alimentares, perder peso, praticar exercícios físicos, não fumar ou consumir bebida alcoólica, nem deitar logo após as refeições. O ideal é consumir pequenas quantidades de alimentos diversas vezes ao dia – é a alimentação fracionada.

Já a cirurgia está indicada nos casos da presença de hérnia de hiato, ou quando o paciente  não responde bem aos medicamentos. Segundo os especialistas, este é o procedimento ideal quando a azia provoca a esofagite grave - a acidez do suco gástrico altera as células que revestem o esôfago, podendo levar ao desenvolvimento do câncer.

Nunca se automedique. No caso de apresentar sintomas, procure assistência médica.

Por: AgComunicado