Colesterol não é só assunto de gente grande


Especialistas acreditam que cerca de 30% das crianças brasileiras, tem problemas de colesterol alto.

 
As incidências de crianças com altos índices de colesterol, têm despertado a atenção de especialistas. Um levantamento realizado pelo Instituto do Coração, com dois mil voluntários com idades de 2 a 19 anos, constatou que a obesidade é um grande fator de risco para essa faixa etária. Quanto maior o peso, mais elevado tende a ser o nível do LDL, o colesterol ruim.
 
De modo geral, a partir dos 10 anos, os níveis de colesterol começam a ser dosados. Mas em crianças que apresentam fatores genéticos e antecedentes familiares, convém iniciar a dosagem aos 2 anos. Muitos médicos recomendam que os bebês passem pelo controle dessas taxas, pois o quanto antes o colesterol for tratado, melhor.
 
Se o problema não for constatado o quanto antes, na idade adulta o resultado pode ser desastroso. Pois cerca de 50% dessas crianças tendem a desenvolver problemas cardiovasculares ou sofrer um infarto.
 
Mas como um inimigo silencioso, muitas crianças com colesterol alto, não estão acima do peso e não apresentam histórico familiar. Um estudo realizado pela West Virginia University, nos Estados Unidos reforça a importância da avaliação dos níveis de colesterol em crianças, independente de histórico familiar e do ponteiro da balança. 
 
Um dos resultados da pesquisa mostrou que 1% de crianças avaliadas, com idades entre 10 e 11 anos, apresentaram colesterol alto e 1/3 dessas, não tinham histórico na família. A alimentação inadequada e a falta de atividades físicas são responsáveis por esse desequilíbrio.
 
Especialistas insistem que adotar novos hábitos é fundamental. Incrementar o cardápio com alimentos ricos em fibras, minerais, vitaminas, verduras, frutas e reduzir o consumo de bolachas recheadas, doces, bolos, frituras, sorvete de massa, auxilia no controle dos níveis de colesterol. Sem contar que praticar atividades físicas, também auxilia na diminuição das altas taxas de colesterol. Pesquisas recentes mostram que 45 minutos diários de atividades físicas, elevam o HDL, o bom colesterol.
 
Em casos de pacientes que apresentam dificuldade no controle dos altos níveis de colesterol, médicos recomendam o medicamento Sinvastatina, que auxilia na diminuição das altas taxas.