Coelhos brilhantes criados para combater doenças genéticas!


Cientistas criaram dois coelhos que brilham no escuro, podendo levar a formas novas e eficientes de produzir tratamentos para doenças genéticas, dizem os pesquisadores.

 
 
Cientistas criaram dois coelhos que brilham no escuro, podendo levar a formas novas e eficientes de produzir tratamentos para doenças genéticas, dizem os pesquisadores. A equipe de investigação da Universidade do Havaí e da Universidade de Istambul usou uma "técnica de transgenia ativa" para produzir os coelhos brilhantes.
 
 
A técnica consiste em injetar uma proteína fluorescente a partir do DNA de águas-vivas brilhantes nos coelhos. Os cientistas injetaram esta proteína fluorescente em oito embriões de coelhos. Os embriões foram então reinseridos no coelho mãe. 
 
 
Uma ninhada de oito coelhos nasceu, e dois dos coelhos levaram o "gene brilhante". Sobre a luz normal, os dois coelhos se parecem com qualquer outro coelho, mas sobre uma luz negra, eles emitem uma cor verde brilhante. Os pesquisadores dizem que, com este experimento eles queriam mostrar que a manipulação genética funciona em coelhos, a fim de desenvolver novos tratamentos para doenças genéticas.
 
 
Eles acrescentam que o objetivo geral é a introdução de um gene benéfico em coelhos fêmeas, e assim coletar as proteínas dispersas no leite produzido por elas. O Dr. Stefen Moisyadi, professor associado da IBR, disse que a cor verde não é importante, mas o gene verde funciona como um marcador para mostrar que um gene pode ser formado de uma forma que originalmente não existe.
 
 
Os cientistas dizem que o seu objetivo é introduzir genes benéficos em animais maiores. Replicar esta experiência em animais lhes permite utilizar biorreatores que produzem fármacos, dizem os pesquisadores. O Dr. Stefen Moisyadi acrescenta:
 
 
"Podemos dizer que, para os pacientes que sofrem de hemofilia - e que precisam de enzimas de coagulação do sangue em seu sangue - nós podemos fazer essas enzimas de uma forma muito mais barata em animais com reativas barreiras ao invés de uma fábrica que vai custar bilhões de dólares para construir".
 
 
Esta não é a primeira vez que uma estratégia desta tem sido utilizada para demonstrar os avanços da medicina. Pesquisadores da Universidade John Hopkins, em Baltimore, desenvolveram mosquitos geneticamente modificados com olhos que brilham, com o objetivo de prevenir a propagação da malária.
 
Henrique Torres