Cinetose, o transtorno de movimento


Comum em crianças a partir dos dois anos, a doença também acomete adultos

Não são apenas as crianças, a partir dos dois anos de idade, que sofrem de cinetose – adultos também. Trata-se daquela sensação de enjoo e tontura ao andar em qualquer tipo de meio de transporte -  carro, avião, barco, navio ou até mesmo sobre um elefante ou camelo. O mal estar gera a vontade de chegar logo ao destino. Estes sintomas acontecem quando o corpo está parado e o ambiente em movimento, criando uma confusão nas informações que são enviadas ao cérebro por meio da visão e do labirinto. O cérebro não consegue entender e assimilar quais informações estão corretas – a da visão ou a do próprio labirinto –, dando origem à vertigem.

Este quadro é chamado de cinetose: desordem causada por certos tipos de movimento. O movimento com aceleração constante não provoca a síndrome por si só – é preciso que haja uma grande mudança na direção e aceleração. Quem tem náuseas em um carro, terá também em um carrossel ou em uma montanha russa. Entre as possíveis causas estão uma maior sensibilidade de origem hereditária ou a própria imaturidade do labirinto e das vias que levam a informação até o cérebro.

A cinetose que acontece em viagens de barco ou navio é a mais comum - não à toa, é do grego “naus” (cujo significado é ‘navio’) que se origina a palavra “náusea”.

Como o vômito é considerado um reflexo que visa proteger o organismo, a cinetose poderia ser considerada um sinal de alerta de proteção do organismo de estímulos incomuns, como o movimento. Sintomas como o enjoo e o vômito podem estar também associados à má alimentação, que prejudica o funcionamento do labirinto. Por isso, é indicado evitar o consumo de alimentos ricos em açúcares e gorduras.

Além da alimentação, um dos medicamentos mais indicados para tratar este problema é à base de dimenidrinato, seguro para crianças e gestantes, com ação anti-histamínica, e atua na inibição dos sintomas. Já a reabilitação vestibular (RV) é considerada o melhor tratamento para a cinetose e consiste basicamente em incentivar o paciente a mexer a cabeça e os olhos em todas as direções enquanto sente a tontura.

A realização de um conjunto de exercícios físicos repetitivos associados a mudanças de hábitos tem ajudado quem sofre deste distúrbio. Bons resultados têm melhorado tanto a qualidade de vida como o desempenho escolar.

Por: AgComunicado