Cientistas americanos dizem que a origem do Alzheimer pode estar no fígado


Mais estudo serão necessários

Um estudo sobre o Alzheimer conduzido por uma das maiores organizações não-governamentais de pesquisa do mundo, a Scripps Research Institute, e publicado no periódico científicoThe Journal of Neuroscience Research, propõe uma alteração radical no entendimento sobre o desenvolvimento e tratamento dessa doença. De acordo com esta pesquisa, o fígado é a fonte das proteínas beta-amiloides que se acumulam no cérebro do paciente e que estão associadas ao mal.  

Os cientistas buscaram identificar os genes ligados à produção de beta-amiloide acumulada no cérebro. Descobriu-se que quanto menor a capacidade de produção da beta-amiloide de três genes no fígado, maior a proteção ao cérebro. Ou seja, a cada ação dos genes no organismo, mais proteínas são fixadas no cérebro. Um desses três genes é responsável por codificar a presenilina, uma proteína da membrana celular que leva ao desenvolvimento do Alzheimer. Este achado deve impulsionar novos tipos de tratamento.  
 
Estudos – O medicamento Gleevec, indicado para tratar leucemia e câncer gastrointestinal, foi  eficaz na diminuição da produção de beta-amiloide no fígado. O uso do Gleevec no tratamento de camundongos com Alzheimer é um dos achados mais importantes do estudo da equipe americana. Ainda é cedo para ser utilizado em seres humanos mas os estudos poderão ser feitos.  O único  porém é a diferença entre espécies: o fígado humano não tem uma produção de amiloide tão significativa quanto o dos camundongos. Ainda assim abre-se um novo caminho para as pesquisas.

A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa atualmente incurável mas que possui tratamentos que permitem melhorar a saúde, retardar o declínio cognitivo, tratar os sintomas, controlar as alterações de comportamento e proporcionar conforto e qualidade de vida ao paciente e sua família. Foi descrita, pela primeira vez, em 1906, pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer. É a principal causa de demência em pessoas com mais de 60 anos.

Fonte:  Agência Comunicado