Câncer de Próstata: 52 mil casos registrados em 2010


Novos medicamentos, ainda em estudo, prometem melhorar a sobrevida do paciente

Os números assustam, mas os especialistas mostram-se otimistas quanto ao surgimento de novos tratamentos e medicamentos para combater o câncer de próstata. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), trata-se do segundo tipo de tumor maligno mais comum entre os homens brasileiros: 52 mil casos foram registrados no ano passado.

O desenvolvimento do câncer de próstata, em geral, é lento: pode levar até 15 anos para que o tumor atinja 1 cm³.  No entanto, assim como acontece com outros tipos de câncer, o fator idade é importante: após os 50 anos de idade há uma incidência maior da doença, e aumentam também os índices de mortalidade. Ter na família um irmão ou pai com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco da doença de três a dez vezes em relação à população em geral. Mas além da genética, os hábitos alimentares e o estilo de vida também influem para o aparecimento da doença.

Como a maioria dos cânceres, o de próstata é silencioso quando está no início. Muitos homens não apresentam sintoma algum ou, se apresentam, são parecidos ao crescimento benigno da próstata: a frequência urinária aumenta durante o dia ou a noite, ou há dificuldade para urinar. Na fase avançada, o doença provoca dores nos ossos, infecções generalizadas ou insuficiência renal.

As técnicas para diagnosticar a doença tem melhorado (toque retal, dosagem do antígeno prostático específico, ultrassonografia pélvica ou prostática transretal) e o tratamento depende do estágio em que a doença se encontra. Certos medicamentos, ainda em fase de estudos, prometem melhorar a qualidade de vida do paciente com câncer de próstata.

É o caso do alpharadin (cloreto de rádio 223). Um estudo internacional, que conta com participação de centros oncológicos de diversas partes do mundo, incluindo-se brasileiros, acaba de concluir testes com esta nova substância que, combinada à radioterapia, otimiza o tratamento e pode aumentar a sobrevida dos pacientes em até 14 meses.

O acetato de abiraterona é outra substância que promete elevar a sobrevida de pacientes que não responderam bem aos tratamentos usuais. E há ainda uma vacina produzida a partir do Sipuleucel-T, que estimula o organismo a produzir defesas contra as células cancerígenas. Em fase de teste, ela aumentou em 18% a chance de sobrevida dos pacientes. Outras substâncias como o Cabazitaxel e o Docetaxel surgem também como aliados da quimioterapia.

Por: AgComunicado