Câncer de boca e HPV: 30% dos casos têm relação com o papilomavírus humano


O autoexame ajuda a detectar a doença em estágio inicial

O câncer de boca poderia ser evitado com o uso de preservativos durante a relação sexual. Isso porque 30% das pessoas diagnosticadas com este tipo de câncer desenvolveram a doença como consequência da ação do papiloma vírus humano (HPV). Este é o resultado de novo levantamento do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, que aponta ainda que 70% dos pacientes afetados é do sexo feminino, com idade entre 40 e 50 anos.

Infelizmente, a doença, em geral, só é descoberta em estagio avançado, quando há metástase para outros órgãos e tecidos. O risco de morte aumenta se o paciente for fumante  e/ou alcoólatra.  

Entre os sintomas do câncer de boca estão a presença de manchas esbranquiçadas na boca, dor, feridas que demoram para cicatrizar, sangramento, manchas avermelhadas nos lábios, nódulo no pescoço, mudanças na voz ou rouquidão persistente e dificuldade para falar, mastigar e engolir. Todo o interior da cavidade oral (mucosa bucal, gengivas, palato duro, língua oral e assoalho da boca) e os lábios são afetados pelo câncer de boca, que inclui o câncer de lábio,  mais frequente em pessoas brancas.

Pessoas com idade superior a 40 anos, fumantes (cachimbos ou cigarros), consumo de álcool, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal ajustadas são fortes candidatas a desenvolver este tipo de câncer. Para prevenir a doença é preciso cuidar dos dentes, visitar o dentista, pelo menos, uma vez por ano, manter uma dieta saudável, rica em vegetais e frutas, não fumar e nem beber.

O tratamento inclui cirurgia e/ou a radioterapia, conforme a gravidade e a localização das lesões. Hoje, graças aos avanços das técnicas de reconstrução imediata, as cirurgias mais radicais de câncer de boca evoluíram, o que permite uma melhor e mais rápida recuperação do paciente. A quimioterapia associada à radioterapia é utilizada quando a cirurgia não é possível e a doença se encontra em estágio avançado.  

Por isso, quanto mais cedo for detectado e diagnosticado, maior a chance de cura. O autoexame da boca pode ajudar bastante: em frente a um espelho, você mesmo pode identificar qualquer mudança que ocorra tanto nos lábios como na cavidade interna, manchas, endurecimentos, caroços, inchaços e feridas.     

Somente o dentista ou profissional especializado pode realizar um exame completo. Não deixe de visitá-los uma vez por ano.  

Por: AgComunicado