Brasileiras usam pílula anticoncepcional também para combater TPM


Ginecologistas têm o papel de educar em relação aos métodos contraceptivos

Uma pesquisa conduzida pelo departamento de Ginecologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), em parceira com a farmacêutica Bayer, as brasileiras optam pela pílula anticoncepcional não apenas para evitar uma gravidez indesejada, mas também para reduzir sintomas da tensão pré-menstrual (TPM), como cólicas e acne. O estudo, feito pela Internet, levantou dados de mais de 4 mil brasileiras usuárias de pílulas contraceptivas. 48% delas optaram pela pílula, de acordo com o ginecologista, levaria a uma melhora nos sintomas da TPM. 

A maioria das mulheres pesquisadas relatou que a principal mudança que o uso do medicamento trouxe à vida delas foi o alívio da tensão pré-menstrual e o aumento da qualidade de vida. Quanto à eficácia anticoncepcional, ela é esperada por 61% das mulheres que participaram da pesquisa online. Em segundo lugar, apareceram a liberdade sexual (42%) e, em terceiro, a melhora da oleosidade da pele e dos cabelos, com redução das espinhas (40%). O planejamento familiar (22%) ficou em quarto lugar e o da carreira profissional (13%), na quinta colocação. 
 
A criação de um contraceptivo oral que diminuísse o fluxo menstrual é vista como uma inovação positiva por 30% das mulheres e a presença de vitaminas na composição ficou com a preferência de 22% das pesquisadas. A pausa entre cartelas, importante para haver a eliminação do fluxo menstrual, ganhou o apoio de 72% das mulheres que participaram do estudo. 
 
A pausa entre as cartelas é considerada desnecessária por alguns ginecologistas, que acreditam que quando se deixa de tomar a pílula e opta por outros métodos, aumenta o risco de ficar desprotegida e engravidar. Trata-se de um assunto controverso. Como mostra a pesquisa, a maioria das mulheres não quer parar de menstruar.   
Autor:  Agência Comunicado

Fonte:  R7