Brasil deverá proibir o uso de inibidores de apetite


Até o inicio de agosto, Anvisa deverá decidir sobre proibição do uso da sibutramina

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deverá proibir o uso da sibutramina do mercado brasileiro. Essa medida já foi empregada na Europa, Estados Unidos e em vários países da América Latina, como Uruguai, Panamá, México, Colômbia, Chile e Argentina.

Foi realizada na última terça-feira um último debate sobre a eficácia e segurança dos remédios inibidores de apetite. Segundo afirmou o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, caso não apareçam fatos novos, os pareceres contrários à sibutramina irão prevalecer.

Um estudo realizado no ano passado apontou riscos decorrentes do uso da sibutramina em indivíduos predispostos a desenvolver problemas cardiovasculares. Essa pesquisa foi usada como base para decidir sobre a proibição do remédio na Europa e em outros países.

Muitos especialistas afirmam que o uso da sibutramina para a manutenção da perda de peso no longo prazo seria difícil, não compensando os prováveis danos que poderiam ser causados ao sistema cardiovascular. Por outro lado, os medicamentos anfetamínicos podem trazer riscos pulmonares e ao sistema nervoso.

O estudo analisou apenas pessoas com predisposição a problemas cardíacos. As pessoas que não apresentam essa condição poderiam usar a sibutramina. Caso os inibidores de apetite sejam vetados, as pessoas com problemas de obesidade ficarão sem essa opção de tratamento.

A sibutramina atua em duas frentes do sistema nervoso. O remédio age no centro do apetite e da saciedade localizados na região do hipotálamo. A droga diminui a recaptação do neurotransmissor responsável pelo apetite (noradrenalina) e sensação de saciedade (serotonina), o remédio ocupa lugares dos receptores de noradrenalina e serotonina, impedindo que esses neurotransmissores entrem nos neurônios e quanto mais o neurônio estiver banhado de serotonina e noradrenalina, menor o apetite e maior a saciedade.
       
Além da sibutramina, a Anvisa também pretende banir do mercado drogas derivadas da anfetamina que provoquem efeito anorexígeno que agem no sistema nervoso (anfepramona, femproporex e mazindol).

Por: AgComunicado